Ali Hamed Haghdoust/AP
Ali Hamed Haghdoust/AP

Equipes de resgate encontram mais corpos após terremotos no Irã

Tremores deixaram mais de 300 mortos no país

MARCUS GEORGE, Reuters

14 de agosto de 2012 | 08h43

DUBAI - Equipes de resgate recuperaram mais corpos três dias depois que dois terremotos atingiram o noroeste do Irã e deixaram mais de 300 mortos, porém as autoridades minimizaram os relatos de que o número de vítimas ainda poderia aumentar drasticamente.

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Os tremores de 6,4 e 6,3 atingiram a província de Azerbaijão Oriental na tarde de sábado, destruindo aldeias e ferindo milhares de pessoas nas redondezas das cidades de Ahar, Varzaghan e Harees, perto da capital provincial de Tabriz.

Uma equipe de busca usando cães farejadores retirou o corpo de uma mulher jovem, na aldeia de Sorkhgav, e estava perto de encontrar outros, informou a agência de notícias Fars.

A Agência de Notícias Trabalhista do Irã falou sobre danos graves em centenas de aldeias, elevando os temores de que o número de mortos possa aumentar drasticamente, à medida que equipes de resgate chegam a áreas antes inacessíveis.

Entretanto, as autoridades descartaram as estimativas de um aumento significativo nas mortes, dizendo que a eventual estatística pode ser inferior a que já foi contabilizada.

"Muitos números são baseados em especulações e não foram documentados", afirmou o legista da região, Behram Samadi Rad. "Não podemos dar um número preciso de mortos, mas acreditamos que será inferior a 300."

Em Teerã, Karaj e Qom, milhares visitaram centros de ajuda até tarde da noite para doar sangue, informou a Press TV, incluindo o campeão olímpico de levantamento de peso, o iraniano Behdad Salimi.

"Eu realmente me sinto terrível pelo povo do Azerbaijão Oriental. Eu quero fazer o que puder para ajudá-los. A coisa mais importante é doar sangue por causa da escassez", disse.

Depois de visitar a área atingida na segunda-feira, o vice-presidente Mohammad Reza Rahimi anunciou fundos de emergência para o resgate e alívio das vítimas e parecia indicar que o governo não reagiu com suficiente rapidez.

"Nessas condições, qualquer crítica que as pessoas tenham conosco é aceitável e todos devemos trabalhar o mais forte possível por sua causa", disse Rahimi, de acordo com a agência Mehr.

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