Escola símbolo da coexistência em Jerusalém é atacada

Extremistas judeus podem ter sido os responsáveis pelo ataque e o incêndio numa sala de aula de uma escola árabe-judaica em Jerusalém, disse neste domingo a polícia, uma ação que teve como alvo um símbolo de coexistência na cidade sob uma recente onda de violência.

REUTERS

30 de novembro de 2014 | 10h53

As instalações estavam vazias no fim deste sábado, quando pessoas puseram fogo na sala da escola “Hand in Hand” (de mãos dadas, em tradução livre), onde crianças palestinas e israelenses estudam juntas em hebreu e árabe.

“Morte aos árabes”, foi escrito numa parede do pátio da escola.

Micky Rosenfeld, o porta-voz da polícia, afirmou que a frase indica motivação “nacionalista”, uma referência sobre a suspeita de que os responsáveis são judeus de extrema-direita.

A Hand in Hand tem mais de 600 estudantes, da pré-escola até o Ensino Médio. O número de alunos é dividido igualmente entre judeus e árabes. Há outras quatro escolas como ela em Israel.

Ainda era possível sentir o cheiro de fumaça quando os estudantes chegaram na escola neste domingo, o primeiro dia útil em Israel.

Mães em lágrimas deixavam os seus filhos no local, e cerca de 150 pessoas protestavam do lado de fora contra a violência. "Estamos dando apoio umas às outras. Isso nos torna mais fortes”, disse Mimi Fkia, uma professora árabe, abraçada por Vida, colega israelense.

(Reportagem de Maayan Lubell)

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