Esposa de Mousavi acusa governo do Irã de prender seu irmão

Mais de 500 pessoas foram detidas em protestos, entre reformistas, ativistas de direitos humanos e jornalistas

Reuters,

23 de julho de 2009 | 12h49

A esposa do oposicionista iraniano Mir Hossein Mousavi, Zahra Rahnavard, disse nesta quinta-feira, 23, que seu irmão está entre os 500 presos políticos após os protestos contra a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, em junho. Zahra pediu que o governo não publique confissões forçadas de seu irmão e de outros presos.

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Entre os detidos, estão líderes reformistas, ativistas de direitos humanos e jornalistas. Oficiais conservadores dizem que os presos confessaram estar a serviço de 'inimigos estrangeiros' para derrubar o governo xiita. A oposição nega estas acusações e diz que as confissões foram obtidas sob tortura.

"Tentamos todos os métodos legais e pacíficos para libertá-lo", disse Zahra sobre seu irmão, Shahpour Kazemi. "Ele não tem ligações políticas e as acusações são injustas".

Nesta semana, o chefe da guarda revolucionária, Yadollah Javan, pediu publicamente que as confissões dos presos sejam tornadas públicas para que os iranianos saibam que os protestos foram inspirados por potências estrangeiras.

Mousavi alega ter vencido a eleição e acusa Ahmadinejad de fraude. Ao menos 20 pessoas morreram nos protestos de rua que se seguiram ao pleito, segundo o governo.

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