Estado Islâmico decapita quatro homens no leste da Síria, diz grupo de monitoramento

Militantes do Estado Islâmico decapitaram quatro homens de uma tribo no leste da Síria acusados pelo grupo de serem combatentes inimigos e de receber treinamento militar de forças pró-governo, disse um grupo de monitoramento da violência no país.

REUTERS

27 de outubro de 2014 | 13h58

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, com sede na Grã-Bretanha, disse que os homens pertenciam à tribo muçulmana sunita sheitaat, que tem enfrentado o Estado Islâmico na província de Deir al-Zor, na fronteira com o Iraque.

O Estado Islâmico, uma ramificação radical sunita da Al Qaeda, matou centenas de membros desta tribo em julho e agosto, acusando-os de serem combatentes inimigos e apóstatas, de acordo com moradores.

As mortes mais recentes aconteceram no domingo na cidade fronteiriça de Albu Kamal, de acordo com o Observatório. Dois dos homens foram mortos em uma praça pública e os outros dois em uma rotatória na cidade.

Tadmur, também conhecida como Palmyra, fica na província de Homs, a oeste de Deir al-Zor.

A Reuters não pode verificar de forma independente os relatos sobre a violência na Síria devido às condições de segurança e a restrições para jornalistas.

O Estado Islâmico conquistou porções de território na Síria e no Iraque, e se tornou alvo de uma campanha de bombardeios de forças lideradas pelos EUA.

O grupo frequentemente realiza execuções nas áreas em que controla, afirmando que está fazendo justiça e alertando os moradores a obedecerem à organização. O Estado Islâmico também matou jornalistas estrangeiros e trabalhadores de ajuda humanitária.

(Reportagem de Sylvia Westall)

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