Omar SobhaniReuters
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Estado Islâmico reivindica autoria de ataque em festa de casamento no Afeganistão

Ato deixou pelo menos 63 mortos e 182 feridos, incluindo crianças

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2019 | 07h47
Atualizado 21 de agosto de 2019 | 17h48

CABUL - O grupo extremista Estado Islâmico (EI) assumiu neste domingo, 18, a responsabilidade por um ataque suicida a bomba durante uma festa de casamento no Afeganistão que matou 63 pessoas, mostrando os perigos que o país ainda enfrenta mesmo se a milícia Taleban fechar um acordo com os EUA. O ataque foi um dos mais devastadores contra civis no país em 18 anos de conflito. 

O atentado, no sábado à noite, se dá no momento em que o Taleban e os EUA tentam negociar um acordo sobre a retirada das forças americanas em troca do compromisso do grupo em relação à segurança e a um diálogo de paz com o governo afegão apoiado pelos EUA.

Os combatentes do EI, que apareceram no Afeganistão pela primeira vez em 2014 e desde então fizeram incursões no leste e no norte, não estão envolvidos nas negociações. Eles combatem o governo, as forças lideradas pelos EUA e o Taleban.

O grupo local afiliado ao EI, numa mensagem online, assumiu a responsabilidade pelo ataque ocorrido num salão de festas numa área da minoria xiita em Cabul, dizendo que o responsável havia se infiltrado e detonado os explosivos no meio dos “infiéis”. O grupo identificou o terrorista como o paquistanês Abu Asim. 

O EI assumiu alguns dos mais violentos ataques no Afeganistão nos últimos anos. O Taleban negou qualquer responsabilidade pelo atentado e o condenou. 

Mais de 180 ficaram feridos, incluindo crianças e mulheres, segundo o Ministério do Interior ontem. Centenas de parentes ocuparam os cemitérios de Cabul. 

Os noivos sobreviveram. “Eu não vou esquecer isso. Não importa o quanto eu tente”, disse o noivo, Mirwais Elmi, a um canal de notícias. Ele disse ter perdido um primo e amigos. O pai da noiva disse que 14 membros da sua família foram mortos.

O Taleban, uma milícia afegã de crença sunita extremista, ataca regularmente alvos militares e do governo. O EI, uma milícia sunita internacional, é conhecida por promover ataques selvagens contra civis e fiéis xiitas. / REUTERS, AP e W. POST 

 

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