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Estado Islâmico se estabelece em Ramadi e solta prisioneiros

Testemunhas em Ramadi relataram que os combatentes do sunita Estado Islâmico montaram posições de defesa e plantaram minas terrestres

O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2015 | 11h11

BAGDÁ - Combatentes do Estado Islâmico (EI) que tomaram Ramadi, impondo uma dura derrota ao governo do Iraque e a seus apoiadores ocidentais, reforçaram o controle sobre a cidade, hasteando as bandeiras negras do grupo militante em edifícios importantes e libertando prisioneiros, na tentativa de conquistar a aprovação de moradores da localidade.

Depois da queda de Ramadi, no domingo, milicianos xiitas em veículos blindados se deslocaram para uma base próxima para se preparar para um contra-ataque visando retomar a cidade, que fica a meros 110 quilômetros a noroeste da capital Bagdá.

Testemunhas em Ramadi relataram que os combatentes do sunita Estado Islâmico montaram posições de defesa e plantaram minas terrestres. Eles também foram de casa em casa procurando membros da polícia e das Forças Armadas e disseram que irão criar tribunais que seguirão a sharia, a lei islâmica. Eles soltaram cerca de 100 prisioneiros do centro de detenção de contra-terrorismo da cidade.

“O Estado Islâmico usou alto-falantes exortando as pessoas que têm parentes na prisão a se reunirem na mesquita principal do centro da cidade para recebê-los. Vi homens correndo para a mesquita para receber os prisioneiros”, disse Saed Hammad al-Dulaimi, de 37 anos, que leciona em um escola e permanece em Ramadi. 

A medida pode se mostrar popular com os locais, que se queixaram de detenções arbitrárias, às quais as pessoas são submetidas com frequência. Sami Abed Saheb, um dono de restaurante de 37 anos, afirmou que o Estado Islâmico encontrou 30 mulheres e 71 homens no centro de detenção. Eles levaram tiros nos pés para ficarem impedidos de fugir quando seus captores fugiram.

Testemunhas disseram que a bandeira negra do Estado Islâmico agora tremula sobre a mesquita principal, prédios do governo e outros edifícios proeminentes de Ramadi. / REUTERS 

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