J. Scott Applewhite/AP
J. Scott Applewhite/AP

Estados Unidos renovam sanções à Síria por mais um ano

Para Obama, país apoia organizações terroristas e busca armas de destruição em massa

03 Maio 2010 | 20h28

estadão.com.br

 

WASHINGTON- A Casa branca estendeu nesta segunda-feira, 3, as sanções contra a Síria, acusando Damasco de apoiar organizações terroristas e tentar desenvolver armas de destruição em massa e programas de mísseis.

 

A renovação de sanções contra a Síria, que o presidente Barack Obama emite mediante ordem executiva em uma notificação ao Congresso, é um procedimento rotineiro que se repete a cada ano por exigências do legislativo.

 

Em sua ordem, Obama indica que, mesmo que o governo da Síria tenha feito progressos em impedir a entrada de combatentes estrangeiros em território iraquiano, "suas ações e políticas, incluindo o apoio contínuo a organizações terroristas, sua estratégia de perseguir armas de destruição em massa e programas de mísseis, continuam sendo uma ameaça inusual e extraordinária à segurança nacional, à política exterior e à economia dos Estados Unidos.

 

Esperava-se que Obama renovasse as sanções, mas a postergação ocorre em um momento singularmente delicado nas relações diplomáticas entre a Síria e os Estados Unidos, apesar dos esforços de Washington para enviar um embaixador a Damasco.

 

A administração Obama acusou recentemente a Síria e o Irã de armar o movimento islâmico libanês Hezbollah com mísseis e foguetes cada vez mais sofisticados, que desestabilizam a região, de acordo com os EUA.

 

Obama reconhece em uma mensagem ao Congresso na qual renova as sanções impostas por seu antecessor George W. Bush (2001-2009) em 2004, que o governo sírio fez "algum progresso" na supressão da infiltração de combatentes estrangeiros no vizinho Iraque, invadido em 2003 por forças americanas que ainda permanecem no país.

 

Washington não envia um embaixador a Damasco desde 2005, quando o governo anterior retirou a então encarregada da delegação diplomática em Damasco, Margaret Scobey, em protesto pelo assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafic Hariri, um crime que líderes libaneses acreditam ter sido perpetrado pelo regime sírio.

 

Com informações da agência Efe

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.