Estados Unidos sancionam banco e empresa telefônica da Síria

Objetivo das medidas é atingir estrutura financeira que ajuda a manter regume de Bashar Assad

Reuters

10 de agosto de 2011 | 15h19

WASHINGTON - O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos divulgou nesta quarta-feira, 10, novas sanções contra a Síria, com o objetivo de atingir a infraestrutura financeira que ajuda a manter o governo do presidente Bashar Assad, que já dura mais de dez anos.

 

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O departamento incluiu o Banco Comercial da Síria, uma instituição financeira estatal, e sua subsidiária baseada no Líbano, o Banco Comercial Sírio-Libanês, em uma lista de proliferadores de armas de destruição em massa e seus apoiadores. A Syriatel, maior operadora de telefonia móvel do país, foi incluída em uma outra ordem executiva que tem como alvo as autoridades sírias e outros responsáveis por violações aos direitos humanos na Síria.

 

 

As medidas congelam qualquer ativo mantido pelas firmas sob jurisdição dos EUA e no geral proíbe as empresas e indivíduos norte-americanos de fazerem negócio com eles.

"Ao expor o grande banco comercial da Síria como um agente para proliferadores designados sírios e norte-coreanos, e ao alvejar a maior operadora de telefonia móvel da Síria por ser controlada por um dos membros mais corruptos do regime, estamos tomando medidas contra a infraestrutura financeira que ajuda a fornecer apoio a Assad e às atividades ilícitas do regime", disse o subsecretário do Tesouro para Terrorismo e Inteligência Financeira, David Cohen, em um comunicado.

O Departamento do Tesouro disse que o Banco Comercial da Síria foi designado por fornecer serviços financeiros ao Centro de Pesquisas, Estudos e Ciências (SSRC, na sigla em inglês), da Síria e ao Banco Comercial Tanchon, da Coréia do Norte, listado em 2005 pelo apoio à proliferação de armas de destruição em massa.

A Syriatel pertence a Rami Makhluf, um poderoso empresário sírio e um "insider" do regime que foi alvo de outra ordem executiva dos EUA em 2008 por contribuir para a corrupção pública das autoridades do regime sírio e por se beneficiar com isso, disse o Departamento do Tesouro.

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