Estados Unidos trocam comandante militar no Iraque

O número 2, Ray Odierno, assume o lugar de Petraeus, que comandará operações entre África e o Afeganistão

Agências internacionais,

16 de setembro de 2008 | 08h38

O general David Petraeus transferiu nesta terça-feira, 16, o comando das tropas dos Estados Unidos no Iraque ao tenente-general Raymond Odierno, em cerimônia realizada na base Camp Victory, perto do aeroporto internacional de Bagdá, no oeste da capital. Após 19 meses no cargo, Petraeus deixa o Iraque para ser o comandante do Comando Conjunto Central, a cargo de uma área que se estende do leste da África ao Afeganistão.   Ao ato contou com a presença do secretário de Estado americano, Robert Gates, e responsáveis políticos e militares iraquianos, como o ministro da Defesa, Abdel Qadir Mohammed Yassin, e o conselheiro de Segurança Nacional iraquiano, Mouwafak al-Rubaie. A cerimônia ocorreu em meio a estritas medidas de segurança, para evitar qualquer ataque dos insurgentes.   Petraeus deixa o posto garantindo que, desde que o assumiu, o Iraque foi testemunha "de um progresso dramático" nos níveis de violência. Odierno, que até fevereiro era subchefe das tropas dos EUA no Iraque, terá que enfrentar desafios como manter os níveis de segurança conseguidos por seu antecessor e impulsionar a reconciliação entre as diversas facções iraquianas, em particular entre os sunitas e xiitas.   Odierno se transforma, assim, no quarto comandante-em-chefe do Exército americano desde o início da invasão do Iraque, em março de 2003. Além disso, Odierno terá que tramitar a retirada de 8 mil dos cerca de 146 mil soldados americanos do Iraque, prevista para fevereiro do próximo ano.   Segundo a BBC, a violência no Iraque diminuiu substancialmente durante a gestão de Petraeus e um dos motivos reconhecidos para essa redução foi a cooptação de líderes tribais sunitas, que se juntaram aos americanos na luta contra os insurgentes da rede Al-Qaeda. Desde o ano passado, os militares americanos passaram a armar e pagar salários a grupos sunitas. Além da aliança com líderes sunitas, outro motivo geralmente apontado para explicar a diminuição da violência no país foi o envio de cerca de 30 mil soldados americanos adicionais para as áreas mais turbulentas do país.

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