Estudantes invadem área britânica em Teerã para protestar

Mais protestos se espalharam pelo mundo e um grupo de pessoas se manifestaram em frente à casa de Obama

Efe e Reuters

30 de dezembro de 2008 | 22h25

Um grupo de 50 estudantes iranianos invadiu nesta terça-feira, 30, os Jardins de Gholhak, propriedade da embaixada britânica em Teerã, e fincaram uma bandeira palestina no local.   Veja também: Ministro da Defesa de Israel considera trégua de 48 horas 1º NA WEB: Não dá para sair na rua, diz brasileira  Israel nega existência de plano de trégua em Gaza Em Curitiba, palestino não pode voltar para casa  Lula: ONU não tem coragem para pôr paz em Gaza  Egito recusa abertura da fronteira com a Faixa de Gaza Israel rejeita trégua e diz que esta é 'só a 1ª fase' UE pede a Israel e Hamas que suspendam ataques   Lapouge: Israel quer restabelecer orgulho militar   Sete mil se alistam no Irã para atentados suicidas contra Israel Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos Veja imagens de Gaza após os ataques      Segundo a agência iraniana Fars, os estudantes pretendiam passar a noite em frente ao escritório que representa os interesses do Egito em Teerã, onde protestariam contra a ação do Cairo na atual crise entre palestinos e israelenses.   Porém, no meio do caminho, decidiram invadir a propriedade britânica no norte da capital iraniana e reclamar da atuação do Reino Unido para conter a escala de violência no Oriente Médio.   Para invadir os Jardins de Gholhak, localizados num bairro de mesmo nome, os estudantes, aparentemente basiyies (fiéis aos aiatolás), tiveram que enfrentar tiros da Polícia.   Segundo informações, o grupo só abandonou o local depois de expulso em uma ação que deixou vários feridos.   Ainda assim, os estudantes seguiram para o escritório que representa os interesses do Egito em Teerão. Porém, policiais da tropa de choque impediu que eles se reagrupassem.   Na região dos Jardins de Gholhak ficam as casas dos diplomatas britânicos em Teerã e também as instalações do British Council.   EUA   Um pequeno grupo de manifestantes pró-Palestina portando cartazes se reuniu terça-feira, 30, perto da casa em que o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, está passando férias no Havaí para protestar contra os ataques de Israel em Gaza.   Obama não se manifestou publicamente sobre os ataques, que Israel lançou no sábado. Assessores disseram que ele está observando a situação e continua a receber informes de inteligência, mas que só existe um presidente no poder.   Alguns críticos, entretanto, disseram que Obama condenou os atentados terroristas em Mumbai, Índia, em novembro, que mataram quase 180 pessoas.   Obama, que assume a Presidência em 20 de janeiro, também falou sobre questões econômicas domésticas.   "Ele está falando dos empregos que vai criar, mas se recusa a falar sobre isso", disse a manifestante, Carolyn Hadfield, 66.   Hadfield era uma dos oito manifestantes com cartazes com os dizeres: "Chega de apoio para Israel" e "O povo de Gaza precisa de comida e remédios, não de guerra", perto da casa alugada de Obama em Kailua, um subúrbio elegante do Oahu, onde o presidente eleito passa as férias com sua família.   Obama não saiu da propriedade na terça-feira e não viu o protesto.   O presidente eleito considera Israel um dos grandes aliados dos Estados Unidos e prometeu garantir a segurança do Estado judeu.   Ele também disse que vai se empenhar para atingir o objetivo dos dois Estados: um Estado judeu e um Estado palestino.   Israel continuou os ataques aéreos na terça-feira e diz que está respondendo aos mísseis disparados pelo Hamas no Estado judeu. Cerca de 380 palestinos já morreram e 800 estão feridos.

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