Estudo aponta que radicais islâmicos se inspiram em sonhos

Terroristas como Osama bin Laden interpretam o que sonham como justificativa para seus atos, diz pesquisa

Efe,

06 de junho de 2008 | 14h56

Os jihadistas, inclusive os mais conhecidos, como Osama bin Laden, se inspiram nos seus sonhos, de acordo com uma pesquisa antropológica que destaca a importância dos pensamento produzidos durante o sono na cultura islâmica. No estudo, apresentado nesta sexta-feira, 6, no Festival de Ciência de Cheltenham, na Inglaterra, o antropólogo Iain Edgar analisou a narrativa dos vídeos de islamitas militantes e achou neles muitas referências aos sonhos como fonte de inspiração ou como orientação para seus atos.  Veja também:Mentor do 11/09 quer pena de morte para ser 'mártir' Segundo Edagar, terroristas como o líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, Zacarias Moussaoui, único condenado pelos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos; e Abu Musab al-Zarqawi, ex-líder da Al-Qaeda no Iraque, interpretaram o que sonhavam como justificativa para atos violentos. O acadêmico da Universidade de Durham, na Inglaterra, diz que os sonhos inspiradores, conhecidos em árabe como ruya (visão, aparição), constituem uma importante fonte de força e orientação espiritual na cultura islâmica. De acordo com o antropólogo, o próprio profeta Maomé tem sonhos desse tipo no Alcorão, o que dá confiança aos terroristas, assinala o antropólogo. Os sonhos aos que se dá mais importância são os que incluem a figura completa do profeta, embora outros líderes espirituais possam ser também significativos, afirma. Segundo Edgar, o jordaniano Al Zarqawi revelou em um site que teve um sonho no qual aparecia um espada e isso o tinha chamado à violência. O antropólogo acredita que os sonhos desempenharam um papel importante nas vésperas de 11/9, e o próprio Bin Laden reconheceu após o atentado que tinha temido que seu plano secreto se tornasse público "se o povo sonhasse com aviões colidindo com edifícios altos."

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