Estupro, traição e homossexualismo levam 20 à morte no Irã

Sentenças fazem parte de plano de segurança para ´limpar cidades dos criminosos´

Efe

10 Julho 2007 | 10h10

Vinte pessoas foram condenadas à morte no Irã, na maioria por estupro, adultério e homossexualismo, disse nesta terça-feira, 10, o porta-voz do Poder Judiciário, Ali Reza Jamshidi. O porta-voz não disse quando foram ditadas as sentenças contra essas pessoas, mas afirmou que foram detidas durante uma operação de segurança que acontece desde maio, em Teerã e em outras cidades do país. Segundo Jamshidi, citado pela agência estatal de notícias Irna, essas operações levaram à detenção de centenas de pessoas, e a Promotoria "pediu pena de morte para outras quinze", mas que seu caso "ainda está nos tribunais". Além disso, confirmou que um iraniano condenado à morte por adultério foi apedrejado até a morte recentemente na província de Qazvin, ao oeste de Teerã, e que uma mulher iraniana espera o mesmo destino. Esta é a primeira vez que o Irã confirma a aplicação de uma sentença à morte por apedrejamento desde que o Poder Judiciário anunciou sua suspensão, em 2002. "Aqueles que estupraram ´navamis´ (mulheres), cometeram atos malvados, como ´lavat´ (homossexualismo) ou ´zena´ (relações extra-conjugais), foram julgados e sentenciados à pena capital", disse Jamshidi, citado também pela televisão estatal. Ressaltou que os condenados serão executados "em breve", sem dar mais detalhes. O Irã aplica desde meados de maio um plano de segurança em diferentes cidades do país, incluindo a capital, cujo objetivo é, segundo as autoridades, "limpar essas cidades dos criminosos e dos malvados". O governo iraniano tinha informado sobre a detenção e deportação de dezenas de milhares de estrangeiros residentes ilegalmente no país, na maioria afegãos, dentro do plano de segurança. Jamshidi revelou também que dezenas de pessoas foram detidas em relação aos protestos e distúrbios ocorridos após o racionamento da gasolina há duas semanas, nos quais foram queimadas cerca de dez postos de gasolina, e vários comércios ficaram danificados em Teerã e em outras cidades do país.

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