EUA abrem no Iêmen '3ª frente' contra Al-Qaeda, dizem jornais

Preocupação sobre crescimento da rede terrorista no país aumentaram após episódio com nigeriano

Efe,

28 de dezembro de 2009 | 15h13

Os EUA abriram uma "terceira frente" contra a rede terrorista Al-Qaeda, desta vez no Iêmen, por temerem que o país do Oriente Médio se torne tão instável quanto o Afeganistão e passe a ser um dos principais centros da organização de Osama Bin Laden, informa nesta segunda-feira, 28, a imprensa americana.

 

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Nos próximos 18 meses, o Pentágono gastará mais de US$ 70 milhões (cerca de R$ 120 milhões) no Iêmen, segundo o jornal The New York Times. "No meio de duas guerras maiores, os EUA abriram silenciosamente uma terceira frente, em grande parte clandestina, contra a Al-Qaeda no Iêmen", diz a publicação, citando como fontes militares de alta patente.

 

As agências de inteligência americanas investigam se o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, que tentou explodir um voo comercial que seguia da Holanda para os EUA no dia de Natal, obteve o dispositivo e o treinamento necessários no Iêmen, como ele próprio alega.

 

O Pentágono planeja utilizar destacamentos das Forças Especiais para dar instrução aos militares iemenitas, segundo o New York Times, que indicou que a medida representaria um aumento em dobro da ajuda militar concedida até agora ao país árabe.

 

Por sua vez, o The Washington Post, que cita fontes similares, informa que "o governo iemenita, sob forte pressão dos EUA e com significativa ajuda americana, lançou nos últimos dez dias ataques aéreos e terrestres contra uma célula local da Al-Qaeda, matando mais de 50 militantes".

 

Segundo o jornal nova-iorquino, "há um ano a CIA (agência de inteligência dos EUA) enviou (ao Iêmen) vários de seus agentes mais destacados com experiência na luta contra o terrorismo". "Ao mesmo tempo, algumas das unidades mais secretas de Operações Especiais começaram a instruir as forças de segurança iemenitas em táticas contra atividades terroristas", acrescentou.

 

O Washington Post sustenta a versão de que Abdulmutallab "poderia ter sido equipado e instruído por um especialista em bombas da Al-Qaeda no Iêmen". "Isto representaria um aumento significativo das atividades da Al-Qaeda na Península Arábica e o surgimento de uma nova ameaça para os EUA, o Oriente Médio e o nordeste da África", acrescentou.

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