EUA acreditam terem matado líder da Al-Qaeda em ataque aéreo no Paquistão

EUA aumentaram ataques não tripulados no país após atentado contra base da CIA

Reuters,

17 de março de 2010 | 19h31

Um ataque aéreo não tripulado dos Estados Unidos ao Paquistão na semana passada pode ter matado um líder da Al-Qaeda que, segundo Washington, ajudou a organizar uma explosão suicida em uma base da CIA do Afeganistão em dezembro, disseram oficiais americanos nesta quarta-feira, 17.

 

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A CIA aumentou o número de ataques não tripulados e operações de inteligência no território paquistanês desde a explosão de 30 de dezembro, que matou sete espiões em uma fortificada base na província oriental afegã de Khost.

 

"Nós temos informações de que Hussein al-Yemeni - um importante estrategista e facilitador da Al-Qaeda locado nas áreas tribais do Paquistão - foi morto na semana passada", disse um oficial americano. "Ele é suspeito de ter tido um papel fundamental no ataque de 30 de dezembro em Khost", completou.

 

O ataque em Khost, o segundo mais mortífero na história da CIA, foi feito por dois militantes ligados à Al-Qaeda recrutados pela Jordânia. Oficiais da inteligência dos EUA prometeram se vingar do atentado.

 

O diretor da CIA, Leon Panetta, afirmou em uma entrevista à versão online do Washington Post publicada nesta quarta disse que ataques contra a Al-Qaeda nas regiões tribunais paquistanesas aparentemente fizeram com que Osama bin Laden e outros líderes se escondessem mais ainda, incapacitando o planejamento de atentados mais sofisticados.

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