EUA: Acusação do Irã sobre morte de professor é absurda

Teerã acusa EUA e Israel de patrocinarem atentado que matou professor reformista pró-Moussavi

estadao.com.br,

12 de janeiro de 2010 | 13h06

O departamento de Estado dos EUA qualificou de absurdas as acusações do ministério de Relações Exteriores do Irã de que grupos apoiados por Washington teriam matado o professor universitário Massoud Mohammadi, morto em um atentado nesta terça-feira, em Teerã.

"As acusações de envolvimento dos EUA são absurdas", disse o porta-voz Mark Toner à agência France Presse.

Mais cedo, o porta-voz do ministério de Relações exteriores do Irã afirmou que os primeiros elementos das investigações indicavam uma ligação entre EUA, Israel e grupos mercenários.

Mohammadi era um dos 240 professores da Universidade de Teerã que divulgaram publicamente seu apoio ao reformista Mir Hossein Mousavi antes da eleição do ano passado.

As universidades se transformaram nos últimos meses em um dos cenários da disputa política e social que divide o regime iraniano. Além da suposta expulsão de docentes afins à oposição, estão os protestos dos estudantes e o boicote a aulas e provas em diversas cidades do país.

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Crise política

É o primeiro atentado destas características do qual se tem notícia em Teerã, desde que, em 13 de junho, explodiu a crise política e social que divide o país.

Naquela data, centenas de milhares de pessoas saíram às ruas do país para protestar contra a reeleição do presidente, Mahmoud Ahmadinejad, que a oposição considera fruto de uma "fraude maciça".

A crise se agravou em 27 de dezembro, dia sagrado da Ashura, quando os protestos voltaram a cair na violência, com a morte de pelo menos oito pessoas, segundo números oficiais. Além disso, nos dias seguintes, foram detidos mais de 100 ativistas da oposição, jornalistas e estudantes universitários.

Com informações da Efe

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