EUA acusam grupo apoiado pelo Irã por ataque a mercado de Bagdá

Militantes apoiados pelo Irã realizaram oataque a bomba que deixou 13 mortos num mercado de Bagdá,acusaram neste sábado os militares dos Estados Unidos. Aavaliação norte-americana sugere que as milícias xiitas podemestar mudando de tática. O comandante Gregory Smith, porta-voz dos militaresnorte-americanos no Iraque, disse que o atentado de sexta-feiradeixou a impressão de que os militantes xiitas responsáveispelo ato queriam que a ação parecesse com um ataque daal-Qaeda. A maioria das grandes explosões, com muitos mortos, sãoatribuídas aos sunitas seguidores do dissidente saudita OsamaBin Laden. As milícias xiitas, que, segundo os Estados Unidos, recebemapoio dos iranianos, são conhecidas por sequestros eassassinatos, e não por atentados em larga escala. O porta-voz Smith afirmou à imprensa que os extremistasxiitas por trás do ataque contra o mercado queriam convencer osiraquianos de que eles precisam da proteção das milícias. Contudo, segundo Smith, "baseado em confissões, análises nolocal e inteligência, pode-se dizer que o ataque foi um a açãode uma célula em Bagdá dos chamados grupos especiais, apoiadospelo Irã." Em operações na noite passada, forças norte-americanas eiraquianas capturaram, de acordo com porta-voz, quatro pessoas,que os Estados Unidos acreditam terem sido responsáveis pelo"ato terrível" no mercado de Bagdá. Washington acusa o Irã de financiar, treinar e armarmilícias xiitas no Iraque. Teerã nega e responsabiliza pelaviolência no país vizinho a invasão dos Estados Unidos em2003. "Não estou dizendo que o Irã ordenou o ataque contra omercado", declarou o porta-voz. "O que estou dizendo é queforças dentro do Iraque, que historicamente têm recebidotreinamento e financiamento do Irã, são responsáveis peloataque." As autoridades norte-americanas no Iraque haviamaparentemente suavizado o seu tom em relação ao Irã nas últimassemanas, após notarem desdobramentos positivos. Entre esses desdobramentos, o cessar-fogo ordenado emagosto pelo clérigo xiita anti-EUA, Moqtada al-Sadr. "Esse atentado demonstra que tem gente que continuaignorando o cessar-fogo de Moqtada al-Sadr", comentou Smith.

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