EUA acusam Síria de ampliar mortes após chegada de monitores

Uma alta autoridade da Organização das Nações Unidas (ONU) disse ao Conselho de Segurança da entidade nesta terça-feira que a Síria acelerou o assassinato de manifestantes pró-democracia após a chegada de fiscais da Liga Árabe ao país, disse a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Susan Rice.

LOUIS CHARBONNEAU, REUTERS

10 de janeiro de 2012 | 20h27

"O sub-secretário-geral afirmou que desde que a missão de monitoramento da Liga Árabe esteve no território, estima-se que um adicional de 400 pessoas foram mortas, uma média de 40 por dia, mais alta do que era antes do envio dos monitores", disse ela aos repórteres.

Rice se pronunciou após Lynn Pascoe, o sub-secretário-geral de assuntos políticos da ONU, informar as 15 nações do Conselho de Segurança a portas fechadas sobre a Síria e outras grandes crises. Ela disse que a estatística não incluía as mais de duas dúzias de pessoas mortas num atentado suicida em Damasco na última semana.

"Essa é uma indicação clara de que o governo da Síria, em vez de usar a oportunidade... para pôr fim à violência e cumprir todos seus compromissos (com a Liga Árabe), está intensificando a violência", disse.

Mais cedo nesta terça-feira, o presidente da Síria, Bashar al-Assad, prometeu atacar os "terroristas" com punho de ferro e condenou os esforços da Liga Árabe para dar um fim à violência numa revolta que já dura dez meses contra seu regime.

A Liga Árabe recentemente enviou monitores para verificar a adequação da Síria a um plano de paz árabe após suspender a participação do país na entidade em novembro.

Rice reiterou a visão de Washington de que Assad deveria "se afastar e ceder aos desejos do povo sírio por um governo que reflita a vontade do povo".

Ela acrescentou que Washington estava "profundamente preocupado" em razão de relatos de que dois monitores kuwaitianos da Liga Árabe "foram agredidos durante a realização de sua função".

O embaixador sírio na ONU, Bashar Ja'afari, negou as alegações da diplomata norte-americano, dizendo que a violência no país foi causada por "terroristas" e "grupos armados" que recebiam apoio de países estrangeiros.

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