EUA adverte à Síria que 'repressão só incita mais violência'

Porta-voz do Departamento de Estado americano, Mark Toner, criticou 'os falsos anúncios de reformas por parte de Damasco, enquanto se ampliam as prisões arbitrárias'

EFE

11 de maio de 2011 | 04h01

WASHINGTON - O Departamento de Estado americano condenou na terça-feira, 10, a "repressão" do governo da Síria, já que, em sua opinião, "Só incita mais violência e fortalece a determinação das reivindicações do povo", por isso, reiterou "A necessidade de um diálogo sério e significativo".

 

O porta-voz do Departamento de Estado, Mark Toner, explicou que a missão americana na Síria tinha informado nesta terça-feira sobre "O desdobramento das forças de segurança governamentais a cidades que tinham sido pacíficas até o momento, como Jassem, no sul do país".

 

Em sua entrevista coletiva diária, Toner criticou novamente nesta terça-feira "Os falsos anúncios de reformas por parte de Damasco, como a da suspensão do estado de emergência, enquanto se ampliam as prisões arbitrárias". "(Essas ações) não são uma resposta aos problemas da Síria", ressaltou o porta-voz.

 

Toner voltou a pedir ao governo Sírio para que detenha "Os tiros contra os manifestantes, permita as manifestações pacíficas e reduza as campanhas de prisões arbitrárias para iniciar um diálogo sério e positivo".

 

Segundo ativistas de direitos humanos, milhares de pessoas foram detidas na Síria desde meados de março, quando eclodiram os protestos contra o regime de Bashar al Assad, e outras centenas morreram pela intervenção policial ou de grupos simpatizantes do governo.

 

"O Governo do presidente Bashar tem a responsabilidade de empreender passos significativos para mostrar que podem assumir as preocupações do povo sírio de maneira pacífica", disse Toner.

 

Na semana passada, a Casa Branca advertiu o governo sírio que pode tomar "medidas adicionais", a menos que cesse o uso da violência e as prisões em massa contra os manifestantes que reivindicam reformas democráticas.

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