EUA afirma que proposta feita ao Irã está 'sobre a mesa'

Departamento de Estado declara confiar na colaboração do Irã e nega já ter elaborado sanções contra país

Efe,

29 de janeiro de 2010 | 23h30

Os Estados Unidos assegurou nesta sexta-feira, 29, que a proposta da comunidade internacional ao Irã "ainda está sobre a mesa", já que o país está estudando formas de aplicar novas sanções a Teerã.

 

Veja também:

especialEspecial: o programa nuclear do Irã

linkCronologia: o histórico de tensões e conflitos do país

linkSenado dos EUA aprova projeto de ampliação de sanções ao Irã

 

"A oferta está aí para que o Irã diga sim", disse o porta-voz do Departamento de Estado,Philip Crowley, que expressou sua confiança na colaboração do Irã com a comunidade internacional para discutir as "preocupações sobre alguns elementos de seu programa nuclear".

 

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, que está em viagem pela Europa nesta semana, afirmou que seu país quer aumentar as sanções sobre o Irã "porque suas ambições nucleares ameaçam o resto do mundo".

 

"O enfoque do Irã nos deixa poucas opções além de trabalhar com nossos aliados para fazer maior pressão na esperança de que o país irá reconsiderar sua negativa aos esforços diplomáticos sobre suas ambições nucleares", disse Hillary em Londres.

 

Crowley declarou que a secretária teve uma série de conversações "muito produtivas" esta semana com vários países europeus que compartilham as preocupações norte-americanas sobre a situação no Irã.

 

Ao ser perguntado se os EUA já preparou um rascunho com novas sanções contra o Irã, Crowley respondeu: "não creio que seja correto". "Estamos trabalhando para desenvolver nossas ideias sobre como proceder para pressionar (o Irã), mas isso é um processo, que creio que vá levar tempo desenvolver", acrescentou.

 

O Senado norte-americano aprovou um projeto que autoriza o presidente Barack Obama a aumentar as sanções contra Teerã e penaliza empresas que fornecem gasolina ao país.

 

"Nosso objetivo segue sendo fazer o Irã mudar de opinião sobre seu programa nuclear, manter nossa aliança internacional para que o Irã veja claramente a unidade que enfrenta e manter a flexibilidade do presidente (Obama) de seguir adiante", disse Crowley.

 

O Organismo Internacional de Energia Atômica (OIEA) apresentou uma proposta a Teerã para enriquecer fora do país, principalmente na Rússia, parte do urânio produzido no país, que seria devolvido ao Irã já como combustível para alimentar um reator médico que fabrica isótopos para o diagnóstico e tratamento de câncer.

 

O Irã ainda não deu uma resposta formal ao convite de diálogo da comunidade internacional para discutir a preocupação dos países com o programa nuclear iraniano.

 

Teerã insiste em afirmar que tem um programa nuclear civil com fins pacíficos, mas tanto Washington como Bruxelas temem que o país esteja desenvolvendo armas nucleares.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.