EUA baixam expectativas de reunião com israelense e palestino

Encontro com negociador palestino e Tzipi Livni é 'somente outra reunião' em busca da paz, diz Washington

Efe e Reuters,

30 de julho de 2008 | 17h01

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, se reuniu nesta quarta-feira, 30, em Washington com o principal negociador palestino, Ahmed Qureia, e com a ministra israelense do Exterior, Tzipi Livni. O encontro, que aconteceu a portas fechadas, "é somente outra reunião" para um possível acordo de paz entre os dois lados, informou o porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack. "Não esperem nenhum anúncio hoje", adiantou, antes do início da reunião. Veja também:Ampliação de assentamentos judaicos é 'um problema', dizem EUA Rice se reuniu na tarde de terça e nesta manhã separadamente com Qureia e Livni para verificar os pontos de divergência no processo de negociação. O objetivo é "reunir as partes em um encontro trilateral para ajudar a superar as diferenças e destacar as áreas de convergência no acordo", explicou McCormack. "Vamos levá-los aos limites para provar a tolerância" nas negociações, continuou o porta-voz. O encontro é o último de uma série de conversas que Rice manteve com israelenses e palestinos em Berlim, Paris e Jerusalém, para tentar avançar com as negociações que, até o momento, não produziram resultados tangíveis. Os escassos resultados obtidos desde que os EUA lançaram em novembro, em Anápolis (EUA), um novo processo de negociações para o Oriente Médio encobriram o otimismo inicial de que seria possível alcançar um acordo antes do fim do ano. "Nosso objetivo continua sendo alcançar neste ano um acordo que cubra todos os aspectos essenciais", destacou McCormack, que adiantou que a secretária de Estado viajará novamente - provavelmente antes do outono - para o Oriente Médio para prosseguir com as negociações. Na segunda-feira, porém, o primeiro-ministro israelense Ehud Olmert afirmou que é "praticamente impossível" alcançar um acordo com palestinos sobre Jerusalém ainda neste ano, que querem estabelecer na zona árabe da cidade a capital de seu futuro Estado independente. Em relação à saída do premiê israelense do poder, os EUA anunciaram que, independente disso, as conversas de paz seguirão como o planejado. "Continuaremos a trabalhar no acordo até o fim do ano", disse o porta-voz da Casa Branca Gordon Johndroe. Olmert, umas das chave nas negociações, declarou nesta quarta que poderá renunciar após seu partido, o Kadima, eleger um novo líder nas eleições de 17 de setembro. Na terça, Rice disse que iria se empenhar para que haja um acordo neste ano, mas disse que "ninguém deve subestimar a dificuldades" no plano. "O Oriente Médio não ficará melhor sem a criação de um Estado palestino que conviva com Israel num clima de paz, segurança e democracia", declarou a secretária de Estado em entrevista coletiva. "Então, a questão é: se não for agora, é quando?", questionou.

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