EUA cancelam reunião de enviado ao Oriente Médio com israelenses

George Mitchell iria ao Oriente Médio nesta semana discutir processo de paz

estadao.com.br

16 de março de 2010 | 15h50

WASHINGTON - O enviado dos EUA para o Oriente Médio, George Mitchell, cancelou nesta terça-feira, 16, uma viagem que faria nesta semana à região para se reunir com autoridades israelenses e palestinas para discutir o processo de paz.

Veja também:

linkChanceler acusa Lula de violar protocolo

linkRabino pede a Lula encontro com Ahmadinejad

linkPalestinos fazem "Dia da Fúria" em Jerusalém

linkEnviado dos EUA adia viagem a Israel

Segundo o departamento de Estado, a decisão não é um sinal de uma mudança na maneira como os EUA lidam com o processo de paz no Oriente Médio. Mitchell deve ir à Rússia com a secretária de Estado, Hillary Clinton, para discutir a questão palestina com o quarteto, formado por Rússia, EUA, ONU e UE.

Mais cedo, Hillary alertou Israel de que o Estado judeu precisa mostrar seu compromisso com o processo de paz no Oriente Médio. A chefe da diplomacia dos EUA negou, no entanto, uma crise no relacionamento entre os dois países.

A Casa Branca reiterou que os desacordos sobre os assentamentos não alteram o comprometimento americano com a segurança de Israel. "Relações bilaterais maduras podem ter desacordos e este é um deles", disse o porta-voz Robert Gibbs.

Na semana passada, Israel anunciou a ampliação dos assentamentos em Jerusalém durante a visita do vice-presidente Joe Biden ao país. Os palestinos reivindicam a parte oriental da cidade como capital de seu futuro Estado. Israel diz que a cidade é a capital indivisível do Estado Judeu.

Segundo Hillary, diplomatas dos dois países têm conversado sobre medidas que demonstrariam compromisso com o processo de paz. Ela acrescentou também que o presidente Barack Obama aguarda uma resposta israelense sobre como reparar os danos causados pela crise dos assentamentos.

Para a secretária de Estado, os vínculos entre o Washington e seu principal aliado no Oriente Médio seguem inquebrantáveis. Os EUA mantêm o compromisso com a segurança de Israel e as negociações de paz.

Em Israel, o presidente Shimon Peres alertou que o Estado judeu não pode se permitir perder a amizade com os EUA. "Não podemos nos permitir que este delicado elo com os americanos se desfaça", disse Peres em comunicado.

 

O israelense alertou também que o país precisa se esforçar para não ficar isolado na comunidade internacional. "Precisamos de apoio político para quando precisarmos de ajuda militar contra os perigos que enfrentamos".

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.