EUA cobram que Irã tome medidas 'urgentes' na questão nuclear

Os Estados Unidos cobraram nesta segunda-feira que o Irã tome "medidas práticas urgentes" para construir uma relação de confiança durante as conversações sobre a questão nuclear iraniana com as potências mundiais.

REUTERS

07 Maio 2012 | 15h04

A União Europeia afirmou que a República Islâmica "precisa suspender" suas atividades atômicas.

O Irã e as seis potências globais retomaram as discussões em meados de abril em Istambul após uma interrupção de mais de um ano. O diálogo representa uma chance para aliviar as tensões crescentes e evitar a ameaça de uma nova guerra no Oriente Médio.

As grandes potências --EUA, França, Grã-Bretanha, China, Rússia e Alemanha-- e o Irã vão se reunir de novo no dia 23 de maio em Bagdá.

"Continuamos preocupados com o fracasso persistente do Irã em cumprir com suas obrigações de não-proliferação", disse o enviado norte-americano Robert Wood em uma conferência internacional sobre a questão nuclear em Viena, da qual o Irã também participou.

"Buscamos um processo sustentado que produza resultados concretos e pedimos que o Irã tome medidas práticas urgentes para construir a confiança e leve ao cumprimento de todas as suas obrigações internacionais", acrescentou Wood.

No mesmo encontro, o bloco de 27 países da União Europeia disse em uma declaração conjunta que o Irã "precisa suspender" suas atividades de enriquecimento de urânio -- algo que Teerã tem se recusado a fazer.

O Ocidente diz que a atividade nuclear do Irã é um disfarce para o desenvolvimento de bombas atômicas e quer garantias verificáveis do contrário pelo governo iraniano -- por exemplo, que o país aceite inspeções mais detalhadas da Organização das Nações Unidas (ONU) e a imposição de limites à sua capacidade de enriquecimento.

Israel e EUA não descartaram a possibilidade de ação militar para evitar que o Irã desenvolva armas nucleares, caso a diplomacia não consiga resolver a antiga disputa.

O Irã nega ter uma agenda para o desenvolvimento de armas. O governo afirma que enriquece urânio apenas para fins pacíficos de energia, e não para bombas.

(Reportagem de Fredrik Dahl)

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