EUA condenam ataque em Jerusalém

Obama e secretário de Defesa deploram ação; lideranças palestinas também se manifestam

Reuters e Associated Press

23 de março de 2011 | 14h45

Atualizado às 16h11

 

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Barack Obama, condenou nesta quarta-feira, 23, ao atentado em um ponto de ônibus que deixou um israelense morto e outros 30 feridos em Jerusalém. O líder americano criticou também o disparo de foguetes e morteiros a partir da Faixa de Gaza nos últimos dias.

 

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"Nunca existe qualquer justificativa possível para o terrorismo. Os EUA pedem aos grupos responsáveis para que encerrem esses ataques imediatamente e ressaltamos que Israel, como todas as nações, tem o direito à autodefesa", disse Obama em comunicado escrito. O presidente ainda expressou condolências pelas mortes dos palestinos em Gaza na terça-feira e pediu a todos os lados para que façam tudo o que puderem para evitar a violência contra vítimas civis.

 

O secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, por sua vez, classificou o ataque como "um terrível ato terrorista". O secretário, que está no Cairo, Egito, afirmou que a situação da segurança de Israel "não está piorando", apesar da explosão.

 

Os próprios líderes da Autoridade Nacional Palestina (ANP) condenaram o incidente. O primeiro-ministro, Salam Fayyad, denunciou o atentado "nos termos mais severos", enquanto Mahmoud Abbas, presidente palestino, divulgou comentário semelhante.

 

De acordo com o ministro de Segurança Pública de Israel, Yitzhak Aharonovich, o ataque não foi feito por um homem-bomba, mas por um pacote com um quilo de explosivos colocado na calçada. Segundo a rádio Israel, o dispositivo teria sido acionado por telefone. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu nesta reagir com agressividade, responsabilidade e sabedoria ao atentado.

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