EUA consideram 'inaceitável' resposta iraniana à oferta nuclear

Teerã defende direito ao projeto diante de incentivos ocidentais para suspensão do programa, dizem fontes

Agências internacionais,

05 de agosto de 2008 | 15h55

Fontes americanas disseram nesta terça-feira, 5, à agência de notícias Associated Press que a resposta do Irã ao pacote de incentivos oferecidos pelas nações ocidentais em troca da suspensão de seu programa nuclear é inaceitável, o que possibilitaria novas sanções contra Teerã.   Veja também: Irã pode ter o mesmo destino que o Iraque, diz Kadafi O programa nuclear iraniano    Falando sob anonimato, as fontes explicaram que um documento de uma página apresentado pelo Irã ao chefe de política externa da União Européia (UE), Javier Solana, não é uma resposta definitiva à oferta da Alemanha, China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia, mas uma declaração que reforça a insistência do governo iraniano em defender seu direito de realizar atividades nucleares com fins pacíficos.   Solana confirmou o recebimento da carta, porém não detalhou o conteúdo. Um membro de sua equipe apenas informou que a carta "será estudada". Mais cedo, uma fonte do Supremo Conselho Nacional de Segurança do Irã declarou à agência de notícias France Presse que a carta não continha a resposta final do governo iraniano.   Um porta-voz do Departamento do Estado dos EUA, Gonzalo Gallegos, anunciou no final da manhã que as seis potências envolvidas na negociação vão realizar uma conferência na quarta-feira para decidir o próximo passo. "Se não recebermos uma resposta clara, não teremos outra escolha a não ser tomar medidas adicionais", disse Gallegos.   "Primeiro vamos ver o que acontece no resto do dia, e então teremos nossa conferência na quarta-feira. Veremos para onde iremos a partir de então", acrescentou o porta-voz americano.   Os Estados Unidos e alguns de seus aliados suspeitam que o Irã desenvolva em segredo um programa nuclear bélico. Teerã defende que seu programa nuclear é civil e tem finalidades pacíficas, estando de acordo com as normas do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, do qual é signatário.   Em seus relatórios, os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) têm informado não haver sinais de um programa nuclear com fins militares. O serviço secreto dos EUA também divulgou relatório há alguns meses afirmando ter evidências de que um programa nuclear militar mantido pelo Irã teria sido encerrado em 2003.

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