EUA consideram relatório da ONU sobre Gaza anti-israelense

Representante americano no Conselho de Direitos Humanos julgou o documento "profundamente pacial e fraco"

Efe,

29 de setembro de 2009 | 10h23

Os EUA, novo membro do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, rejeitaram nesta terça-feira, 29, o relatório apresentado pela missão investigadora do órgão sobre a ofensiva israelense contra Gaza, em janeiro, por considerá-lo parcial e anti-israelense.

 

O relatório, que determinou que Israel e o movimento islâmico palestino Hamas cometeram crimes de guerra durante a ofensiva militar israelense em Gaza, foi apresentado aos membros do CDH pelo presidente da missão de investigação, o juiz sul-africano Richard Goldstone.

 

Em discurso pouco depois do feito pelo embaixador israelense - que também rejeitou as conclusões, o secretário de Estado adjunto para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho dos EUA, Michael Posner, qualificou o relatório como "profundamente parcial" e "fraco" em sua metodologia. Posner também denunciou o tratamento que Israel recebe no CDH em geral, dominado por países islâmicos e não-alinhados.

 

"Não se pode fazer uma equivalência moral entre Israel, um estado democrático com direito à autodefesa, e o grupo terrorista Hamas, que respondeu à retirada israelense de Gaza aterrorizando os civis no sul de Israel", disse o representante dos EUA, sobre o relatório. O documento constata que, durante a ofensiva, 1.400 civis palestinos morreram, além de três civis e dez soldados israelenses.

 

A rejeição dos EUA ao relatório se produz apesar dos pedidos de diversas ONGs, entre elas Human Rights Watch, a Obama para que aceite o documento como forma de fazer avançar o processo de paz na região.

 

Antes do discurso de Posner, o embaixador israelense do conselho, Aharon Leshno-Yaar, qualificou o relatório de "vergonhoso" e acusou a missão investigadora de guiar-se por motivos políticos, e não pelos direitos humanos.

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