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EUA continuarão operações no Iraque apesar de sair de cidades

'O fato de nos retirarmos das cidades não significa a suspensão das operações bélicas', afirmou porta-voz militar

Efe,

15 de março de 2009 | 14h33

O Exército dos Estados Unidos continuará realizando operações militares no Iraque, apesar da retirada de seus soldados das cidades iraquianas no final do junho, afirmou neste domingo, 15, o porta-voz militar Frederick Rudesheim.

 

"O fato de nos retirarmos das cidades não significa que suspenderemos nossas operações bélicas" no Iraque, disse Rudesheim, em entrevista coletiva em Bagdá.

 

O pacto de segurança assinado por EUA e Iraque no final de 2008 e que entrou em vigor em janeiro estipula a retirada definitiva das forças americanas - que atualmente contam com 142 mil efetivos - do país árabe até 2012.

 

Também estabelece que os soldados americanos recuem das cidades iraquianas antes do fim do primeiro semestre de 2009.

 

Rudesheim também antecipou que, no final deste mês, os EUA entregarão ao Governo iraquiano o controle da base de Al-Rostomiya, no sul de Bagdá, considerada a mais importante das americanas no Iraque.

 

Além disso, "em 30 de junho de 2009, as tropas se retirarão das cidades, mas continuarão treinando, equipando e oferecendo apoio, além de criar um sistema logístico moderno para as forças de segurança iraquianas", explicou.

 

Também afirmou que o pacto, que determina os princípios fundamentais que regulamentam a presença e retirada das forças da coalizão multinacional do Iraque, será o guia principal para os soldados dos EUA quando saírem dos municípios iraquianos.

 

"Começamos a trabalhar para dispor dos meios para cumprir o acordo, há um entendimento comum (com as autoridades iraquianas) e, claro, na aplicação das medidas", disse o porta-voz.

 

Além disso, Rudesheim reiterou o compromisso do Exército americano de sair do Iraque no início de agosto de 2010, "como anunciou o presidente" dos Estados Unidos, Barack Obama.

 

Em 27 de fevereiro, Obama disse que a maior parte das tropas americanas sairá do Iraque em agosto de 2010. Após essa data, só ficarão no país árabe entre 35 mil e 50 mil soldados de treinamento e assessoria aos efetivos iraquianos. Os últimos militares americanos deverão sair do Iraque antes do final de 2011.

 

Ataques

 

Sete pessoas morreram neste domingo, 15, em ataques e incidentes registrados em áreas do norte e do oeste do Iraque, informaram fontes do Ministério do Interior iraquiano.

 

Segundo as fontes mencionadas, um grupo de homens que estava em um carro em alta velocidade assassinou a tiros três pessoas na área de Daqoq, no sul da cidade de Kirkuk, cerca de 250 quilômetros ao norte de Bagdá.

 

Além disso, um coronel de Polícia, identificado como Zafer Lafta Kachmula, foi baleado por desconhecidos no bairro de Al-Midan, no centro da cidade de Mossul, cerca de 400 quilômetros ao norte da capital iraquiana.

 

As mesmas fontes afirmaram que dois supostos insurgentes morreram devido à explosão de uma bomba que tentaram esconder na zona de Zamar, a cerca de 50 quilômetros de Mossul.

 

Além disso, afirmaram que as tropas americanas mataram uma mulher em uma inspeção que realizaram em uma casa na aldeia de Hamidat, localizada ao oeste de Mossul.

 

O comando americano ainda não divulgou um comunicado para explicar os detalhes desse incidente.

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