EUA continuarão treinando forças do Iraque após retirada em 2011

No final do mês que vem, número de soldados americanos no país passará de 140 mil para 50 mil

Efe

27 de julho de 2010 | 16h15

BAGDÁ - O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA, Mike Mullen, disse nesta terça-feira, 27, em Bagdá, que seu país prosseguirá com o treinamento, preparação e apoio logístico às forças de segurança iraquianas, após a retirada total das tropas no final de 2011.

 

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Mullen fez essas declarações em reunião com o presidente interino do Iraque, Jalal Talabani, com quem revisou os preparativos para reduzir o número de soldados americanos no país árabe de 140 mil para 50 mil no final do mês que vem, de acordo com o pacto de segurança entre Washington e Bagdá. Esse acordo, assinado em dezembro de 2008, estipula também a retirada total americana do Iraque no final de 2011.

 

Segundo um comunicado da presidência iraquiana, Mullen reafirmou o desejo dos EUA de assegurar os laços com o povo iraquiano e reiterou o respaldo de Washington ao processo político no Iraque.

 

Por sua vez, Talabani disse que as forças de segurança iraquianas necessitam mais treino e preparação para ser capazes de cumprir sua missão da melhor maneira possível, indica a nota.

 

Além disso, o presidente interino informou a Mullen sobre os últimos eventos políticos e de segurança no Iraque e sobre as medidas constitucionais que se aplicam para escolher um chefe de Estado, um primeiro-ministro e um chefe do Parlamento.

 

Talabani assinalou que "as coalizões políticas prosseguem com os diálogos para conseguir uma solução que satisfaça a todos para criar um Executivo de união nacional verdadeira o mais rápido possível", depois das eleições legislativas de 7 de março.

 

Nesse sentido, ele ressaltou que o Iraque necessita um Governo forte e unido, que tenha como objetivo reforçar os laços que unem Bagdá e Washington. "A próxima etapa precisaria de um fortalecimento das relações de maneira mais profunda nos âmbitos políticos, científicos e comerciais, mediante o acordo de segurança estratégico assinado entre os dois países amigos", destacou Talabani.

 

Mullen também se reuniu separadamente com o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, e com o ministro de Defesa, Abdul Qadir al-Obeidi, com quem discutiu a retirada do Exército americano.

 

Em entrevista coletiva conjunta com al-Obeidi, Mullen se manifestou "surpreso" com o alto nível mostrado pelas forças iraquianas, que fizeram com que a situação de segurança no Iraque tenha chegado a um nível "excelente".

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