EUA convocam embaixador sírio após alerta de agência nuclear

Relatório da AIEA denuncia falta de cooperação de Damasco na investigação de supostas atividades atômicas

Agências internacionais,

20 de fevereiro de 2009 | 19h17

O governo americano "solicitou uma reunião" com o embaixador sírio em Washington, Imad Moustapha, depois da divulgação de um informe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que denuncia a falta de cooperação de Damasco na investigação de seu suposto programa nuclear, informou o porta-voz do Departamento de Estado, Gordon Duguid.   Veja também: Irã tem urânio enriquecido para produzir bomba   Na quinta-feira, inspetores da ONU encontraram grafite e mais traços de urânio em amostras retiradas de uma instalação síria que, segundo Washington, abrigava um reator nuclear secreto que estava quase concluído antes de ser destruído por um bombardeio israelense.   Uma importante autoridade da ONU disse que a descoberta de traços adicionais de urânio era "significativa". Isso, junto com os traços de grafite que estão sendo submetidos a mais testes, aumentou a pressão para que Damasco forneça provas de que não mantém um programa nuclear clandestino. O relatório de novembro da AIEA dizia que o local tinha sinais que poderiam ser de um reator nuclear clandestino.   O informe revela que a Síria, em carta neste mês à AIEA, repetiu sua posição de que o complexo destruído por Israel em setembro de 2007 no meio do deserto era uma instalação militar comum. Mas, de acordo com o relatório, a Síria continua sem oferecer provas disso, como documentos ou acesso ao local bombardeado, bem como a três outras instalações citadas pelos EUA em informações entregues no ano passado à agência da ONU.   Alguns diplomatas afirmam que a Síria pode estar jogando com o tempo até que veja se o novo presidente dos EUA, Barack Obama, tem alguma oferta como parte da sua declarada intenção de negociar com inimigos como o Irã, aliado sírio que tem um programa nuclear sob suspeita. Os EUA alegam que a instalação síria bombardeada continha um reator que estava sendo construído com assistência norte-coreana, e que seria destinado a produzir urânio para bombas atômicas.  

Tudo o que sabemos sobre:
SíriaEUAprograma nuclear

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.