EUA criticam acordo de cooperação nuclear entre Irã e AIEA

Washington afirma que Teerã manipula inspetores internacionais e que continuará propondo sanções mais duras

MARK HEINRICH, REUTERS

22 de agosto de 2007 | 09h36

O acordo de cooperação entre o Irã e aAgência Internacional de Energia Atômica (AIEA, um órgão daONU) tem "limitações reais", e Teerã deveria parar de tentarmanipular os inspetores estrangeiros, disse na quarta-feira umimportante diplomata norte-americano. Os EUA não se impressionaram com a promessa detransparência do programa nuclear iraniano --saudada como "ummarco" pela AIEA-- e vão continuar propondo sanções mais durasda ONU à República Islâmica, disse Gregory Schulte, embaixadordos EUA junto à AIEA. "É claro que saudamos qualquer progresso em resolverquestões perturbadoras a respeito das atividades nucleares doIrã", afirmou Schulte a jornalistas, falando porteleconferência de Viena, onde trabalha. "Mas entendemos que há limitações reais ao plano, inclusivea continuada recusa do Irã em implementar o Protocolo Adicionalda AIEA", acrescentou. Schulte referia-se à autorização para inspeçõesinternacionais em instalações que não são especificamentenucleares, mas que podem ajudar a resolver velhas dúvidas sobrea abrangência e natureza do programa nuclear iraniano -- queTeerã diz ser pacífico, contrariando as acusações ocidentais. Negociadores da AIEA dizem que o Irã aceitou um cronogramapara o plano, mas não disseram quanto tempo levará. Schulte considerou inaceitável que o Irã condicione atransparência das suas instalações ao arquivamento de medidasque levariam a novas sanções do Conselho de Segurança. "A cooperação que seja parcial, condicional, e só prometidano futuro não basta. A cooperação que permita ao Irã levaradiante o desenvolvimento da capacidade de construir armasnucleares também não basta", afirmou. "Se os líderes iranianos realmente querem a confiança domundo, devem parar de tentar manipular a AIEA, começar acooperar plena e incondicionalmente e suspender as atividadesque causam preocupação internacional."

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