EUA descartam risco de proliferação nuclear com usina iraniana

Americanos reconhecem reator com fins civis, mas afirmam não ser necessário enriquecer urânio

estadão.com.br

21 de agosto de 2010 | 11h20

WASHINGTON - Os EUA não veem "risco de proliferação nuclear" com a usina construída pela Rússia na cidade de Bushehr, no Irã, indicou nesta sábado, 21, o Departamento de Estado americano. O complexo teve as atividades iniciadas hoje, segundo informações da agência de notícias AFP.

 

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"Reconhecemos que o reator de Bushehr foi projetado para proporcionar energia nuclear civil e não o vemos como um risco de proliferação", indicou o porta-voz do Departamento de Estado, Darby Holladay. O americano, porém, disse que, como o reator tem finalidades claramente civis, o "Irã não necessita de uma capacidade própria de enriquecimento de urânio".

 

Depois de mais de três décadas de atraso, o projeto da usina foi finalizado e, neste sábado, o reator foi carregado com combustível nuclear fornecido pela Rússia. O processo foi acompanhado por inspetores da Organização das Nações Unidas (ONU).

 

As potências ocidentais acusam o Irã de esconder, sob seu programa nuclear civil, outro de natureza clandestina e aplicações bélicas, cujo objetivo seria a aquisição de armas atômicas. Teerã nega tais alegações.

As tensões sobre o programa nuclear iraniano se acirrou no final do ano passado após o Irã rejeitar uma proposta de troca de urânio feita por EUA, Rússia e Reino Unido. Meses depois, o país começou a enriquecer urânio a 20%.

 

Um acordo mediado por Brasil e Turquia para troca de urânio chegou a ser assinado com o Irã em maio. O acordo, porém, foi rejeitado pelo Grupo de Viena - composto por Rússia, França, EUA e AEIA - e o Conselho de Segurança da ONU optou por impor uma quarta rodada de sanções ao país.

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