EUA discutirão ações contra a Líbia com França e Reino Unido

De acordo com a Casa Branca, uma das opções cogitadas seria fechar o espaço aéreo líbio

REUTERS

24 de fevereiro de 2011 | 15h59

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, falará com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e com o primeiro-ministro britânico, David Cameron, para discutir a situação na Líbia nesta quinta-feira, informou a Casa Branca.

 

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De acordo com o porta-voz da Casa Branca Jay Carney, a situação no país exportador de petróleo do norte da África "demanda uma ação rápida".  Uma possibilidade examinada é fechar o espaço aéreo líbio.

Carney disse ainda que todas as opções, incluindo sanções, serão avaliadas durante as conversas do presidente dos EUA com os outros dois líderes.

 

"Não estou descartando opções bilaterais", afirmou Carney a repórteres quando perguntado se os Estados Unidos estavam considerando opções militares. "Não estou descartando nada".

 

Após uma semana de silêncio sobre a crise líbia, Obama foi a público pela primeira vez ontem. O presidente americano condenou o "inaceitável derramamento de sangue" que ocorre há dias na Líbia e afirmou que "todo o mundo" está assistindo ao que acontece no país.

 

Segundo ele,  a comunidade internacional deve "falar em uma só voz" contra a violência. Sem mencionar o coronel Muamar Kadafi, alvo dos protestos na nação africana, Obama disse que seu governo está preparando várias opções para lidar com a situação.

 O americano ainda anunciou que a secretária de Estado, Hillary Clinton, viajará para Genebra próxima na segunda-feira para discutir a situação no país africano. O sub-secretário de Estado William Burns, por sua vez, viajará pelas principais capitais europeias para contatar líderes do continente. A prioridade dos EUA, disse o presidente, é retirar os americanos que estão na Líbia.

 

De acordo com Obama, Washington ainda acompanha a situação em países como a Tunísia e no Egito, onde as revoltas populares derrubaram ditaduras e inspiraram os levantes na líbia. "As mudanças que estão ocorrendo na região são um resultado do trabalho do povo. Essas mudanças não representam o trabalho dos EUA. É o povo procurando uma nova vida. Como um líbio disse 'queremos viver como seres humanos'", disse o presidente americano.


 

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