EUA dizem esperar que Brasil e Turquia apliquem sanções ao Irã

Países foram os únicos que votaram contra quarta rodada de sanções no Conselho de Segurança

Efe,

16 de junho de 2010 | 19h01

WASHINGTON- Os Estados Unidos disseram nesta quarta-feira, 16, esperar de Brasil e Turquia a aplicação das sanções ao Irã contempladas na última resolução da ONU, apesar de os dois países terem votado contra no Conselho de Segurança.

 

Veja também:

linkIrã quer punir Ocidente por sanções

linkParlamento aprova distanciamento da AIEA

especialEspecial: O programa nuclear do Irã

listaVeja as sanções que já foram aplicadas ao Irã

 

"Temos todas as razões para crer que tanto a Turquia como o Brasil cumprirão a resolução integralmente apesar de seu voto", disse, em entrevista coletiva, Stuart Levey, o encarregado das sanções no departamento do Tesouro dos Estados Unidos.

 

Os dois países rejeitaram a resolução durante a votação, em que o Líbano se absteve, alegando que os esforços diplomáticos deveriam continuar antes da adoção da punição.

 

O Irã firmou no mês passado com o Brasil e a Turquia um acordo para enviar urânio enriquecido ao território turco, recebendo posteriormente combustível nuclear para seu reator. O acordo foi considerado insuficiente pelas potências, que acabaram aprovando a quarta rodada de sanções no Conselho.

 

A resolução da ONU fixa novas restrições às operações de bancos do Irã caso se suspeite que eles têm vínculos com os programas nucleares ou militares do país, e aumenta a observação das transações no exterior de todas as entidades financeiras iranianas.

 

Ela também endurece o embargo de armas ao Irã e sanciona três entidades controladas pelo Estado, assim como outras 15 comandadas pela Guarda Revolucionária.

 

Em complementação à resolução, os Estados Unidos anunciaram hoje a ampliação de suas sanções a companhias de energia, transporte e seguros, e a pessoas vinculadas ao programa nuclear do Irã ou que o ajudem a driblar as retaliações internacionais.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.