EUA dizem que forças iraquianas ainda precisam de ajuda externa

As forças de segurança do Iraquemelhoraram, mas ainda não conseguem atuar sem um montantesignificativo de ajuda, disseram na segunda-feira um oficial dealta patente das Forças Armadas dos EUA e dois relatórios dogoverno norte-americano. Os soldados iraquianos não estão prontos para assumir porcompleto a responsabilidade pelas operações de segurança e decombate em qualquer parte de seu país, afirmou otenente-general Lloyd Austin, segundo principal comandante dasforças norte-americanas estacionadas no Iraque. "Não há nenhuma área da qual gostaríamos de nos afastarneste momento a fim de entregá-la por completo às forças desegurança do Iraque", disse Austin a repórteres, no Pentágono."Eles ainda não estão prontos." O Pentágono, porém, afirmou que as forças iraquianas seriam"em sua maior parte auto-suficientes até o final de 2008". Em seu relatório trimestral sobre o Iraque enviado aoCongresso dos EUA, o Pentágono disse que as recentes operaçõeslideradas pelos iraquianos e lançadas contra milícias xiitas emBasra e no bairro Sadr City, em Bagdá, bem como operações decombate contra a Al Qaeda em Mosul mostravam as deficiênciasenfrentadas por essas forças. O grau de violência no país diminuiu muito no último anodevido a um aumento no número de soldados norte-americanospresentes ali, à decisão de xeiques sunitas de trocar de lado,lutando contra a Al Qaeda, e a um cessar-fogo declarado peloclérigo xiita anti-EUA Moqtada al-Sadr. Apesar de a quantidade de ações violentas ter aumentadonovamente em abril e maio, período durante o qual as forçasiraquianas enfrentaram as milícias xiitas, o número médio deataques por semana encontra-se 80 por cento abaixo da cifraregistrada um ano atrás, disse Austin. O número de vítimas civis registrado em maio foi 75 porcento menor do que o de julho de 2007, afirmou o Pentágono emum relatório. As avaliações surgem no momento em que a quantidade desoldados norte-americanos presentes no Iraque vem caindo. Atéagosto, cinco brigadas de combate deverão ter se retirado dali,deixando cerca de 140 mil soldados na zona de guerra. Os comandantes das Forças Armadas dos EUA devem entãoavaliar a situação para determinar se poderão tirar do paísainda mais soldados antes do final do ano. Austin não quis fazer comentários sobre as chances de havernovas retiradas. Mas disse que as forças iraquianas aindaprecisam de muita ajuda dos soldados norte-americanos e dacoalizão, especialmente em termos de logística, inteligência,reconhecimento e outras áreas de apoio às operações de combate. O relatório do Pentágono afirmou que a redução da violênciae o gradual fortalecimento das tropas iraquianas permitiriamaos EUA entregar ao governo do Iraque o controle sobre maisduas Províncias em junho e em julho. Das 18 Províncias iraquianas, nove encontram-se sob comandode autoridades do país, mas com supervisão dosnorte-americanos.

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