EUA dizem que Irã não deixa outra opção senão ampliar sanções

Hillary Clinton acusa regime do Teerã de não demonstrar ao mundo que seu programa nuclear tem fins pacíficos

Efe,

14 de fevereiro de 2010 | 15h43

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou neste domingo, 14, em Doha "que a postura do Irã não deixa outra opção à comunidade internacional senão a de endurecer as sanções" contra o país asiático.

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A República Islâmica "não deixa à comunidade internacional outra alternativa mais além de pedir que o Irã pague um preço mais alto por sua postura", disse Hillary em discurso no Fórum EUA-Mundo Islâmico, transmitido pelo canal de televisão "Al Jazira" do Catar.

 

No último dia 11, o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad anunciou que seu país já tinha produzido o primeiro pacote de urânio enriquecido a 20%.

 

Além disso, a chanceler americana acrescentou que o regime de Teerã "rejeitou demonstrar à comunidade internacional que seu programa nuclear é com fins pacíficos".

 

Em relação ao conflito do Oriente Médio, Hillary afirmou que "os EUA encorajaram Israel a conter a expansão dos assentamentos judaicos" nos territórios palestinos e que a postura americana sobre as colônias não mudou.

 

A secretária também reiterou o apoio de Washington às negociações de paz para encontrar uma solução ao conflito palestino-israelense sobre a base de dois Estados. "Procuramos estabelecer uma paz global no Oriente Médio que compreenda um Estado israelense e outro palestino", ressaltou.

 

Hillary assegurou que os EUA estão determinados a desempenhar um papel efetivo para conseguir uma solução em temas como Jerusalém, refugiados e fronteiras. "Estamos decididos a obter uma solução para o conflito e pedimos a resolução de diferenças mediante o diálogo", acrescentou.

 

Sobre o Afeganistão, a chanceler defendeu a presença de tropas internacionais em solo afegão e seus esforços para reinserir membros dos talebãs na sociedade. "Os EUA não têm nenhuma ambição no Afeganistão, mas também não têm nenhuma intenção de renunciar ao Afeganistão", disse Hillary. Ela antecipou que assim que terminar a presença militar neste país, os americanos continuarão com presença civil.

 

A secretária chegou neste domingo a Doha em uma viagem pelo Oriente Médio que inclui uma visita à Arábia Saudita, onde deve se reunir amanhã com o rei Abdullah bin Abdul Aziz.

 

Seu discurso no Fórum EUA-Mundo Islâmico foi feito após o que foi pronunciado pelo presidente americano, Barack Obama, em junho passado no Egito. Na ocasião, Obama ofereceu um "novo começo" nas relações entre os EUA e o mundo muçulmano, baseado nos interesses e no respeito mútuos.

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