EUA dizem ter detido ou matado 40 líderes da Al Qaeda no Iraque

No total, 40 membros importantes do grupoAl Qaeda no Iraque foram capturados ou mortos em novembro,entre os quais um alto conselheiro do líder dessa organizaçãosunita, afirmaram na terça-feira as Forças Armadas dos EstadosUnidos. O número de episódios de violência no Iraque caiu para omenor nível desde janeiro de 2006, depois de uma grandeoperação de segurança que envolveu a participação de umcontingente adicional de 30 mil soldados norte-americanos. Essa operação teve por alvo a Al Qaeda e as milícias xiitasque atuam em todo o país. Mas, apesar de a quantidade de ataques ter diminuído 55 porcento após o envio do contingente adicional, permitindo oregresso de milhares de iraquianos do exterior, comandantes dasforças militares dos EUA dizem que a onda de violência poderecrudescer novamente com facilidade. "Não há dúvida de que o grupo Al Qaeda no Iraque continua aser uma ameaça perigosa e maligna ao povo iraquiano e às forçasde segurança e da coalizão", afirmou em uma entrevista coletivao major-general Kevin Bergner, porta-voz das Forças Armadas dosEUA. "Continuamos a nos deparar com uma dura batalha no futuro,mesmo que tenhamos conseguido realizar progressos." Segundo Bergner, um dos membros da Al Qaeda mortos no mêspassado seria Abu Maysara, um sírio que servia de conselheiropara o líder da Al Qaeda no Iraque, Abu Ayyub al-Masri, doEgito. Bergner disse que Maysara morreu no dia 17 de novembro,junto de outros cinco combatentes da Al Qaeda em uma operaçãorealizada em um prédio das cercanias de Samarra, cidadelocalizada 100 quilômetros ao norte de Bagdá. Os seis morreram quando forças de infantaria dos EUArequisitaram a realização de um ataque aéreo após terem sidoalvo de disparos vindos de um prédio. Bergner afirmou queMaysara foi identificado por meio de testes de DNA. Maysara costumava assinar, em nome de Zarqawi, oscomunicados divulgados pela Al Qaeda por meio da Internet.Zarqawi morreu em uma operação militar realizada por soldadosnorte-americanos e iraquianos em junho de 2006.

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