EUA e Iraque criam milícia formada por mulheres

Filhas do Iraque pretendem conter o número de atentado produzidos por mulheres-bomba no país

Efe,

14 de julho de 2008 | 12h02

Os governos iraquiano e americano criaram um grupo denominado Filhas do Iraque, reunindo mais de 100 voluntárias do país do Oriente Médio, em resposta ao aumento de atentados suicidas cometidos por mulheres. Segundo o comando militar americano, o Filhas do Iraque foi concebido como uma organização "irmã" dos Filhos do Iraque e dos Conselhos de Salvação (milícias tribais sunitas) surgidos em 2006 para lutar contra a rede terrorista Al-Qaeda. "O Iraque precisa urgentemente de mulheres que possam ajudar a revistar outras. Isto nos auxiliará a detectar e deter aquelas que quiserem agir como terroristas suicidas no futuro", ressaltou o capitão Charles Knoll. Assim, 70 das 130 mulheres que realizaram o curso compareceram no domingo a um ato de graduação realizado em uma delegacia da província de Diyala, no norte do Iraque. As voluntárias serão destinadas a pontos estratégicos da região, nos quais sua presença poderá representar uma melhora da segurança, diz o comunicado da cúpula militar. Segundo a nota, esta é a primeira promoção nesta região do norte do Iraque, e foi treinada durante quatro dias para revistar veículos e pessoas em busca de armas e explosivos.  A graduação acontece menos de uma semana depois que uma mulher se suicidou em um atentado em um mercado popular da capital da província, Baquba, no qual morreram dez pessoas e outras 17 ficaram feridas. Segundo dados do governo provincial, nos últimos seis meses foram contabilizados 17 ataques suicidas na região. Diyala, uma província multiétnica na qual convivem curdos, xiitas e sunitas, é uma das áreas com maior presença da Al-Qaeda.

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