EUA e Israel coordenam medidas contra o Irã, diz diplomata

Estados Unidos e Israel estão coordenando as medidas adotadas contra a suposta ameaça nuclear iraniana e fazem planejamentos para garantir que "todas as demais opções" continuem disponíveis, disse nesta quinta-feira o embaixador norte-americano em Israel, Dan Shapiro.

ORI LEWIS, REUTERS

23 de fevereiro de 2012 | 20h36

Segundo ele, ambos os países torcem para que as sanções econômicas em vigor bastem para persuadir o Irã a abandonar seu programa nuclear e entendem que essas medidas já estão tendo um "efeito significativo", embora ainda sem alcançar o seu objetivo.

EUA, Israel e outros governos suspeitam que o Irã esteja tentando desenvolver armas nucleares, algo que a República Islâmica nega, alegando que seu interesse é apenas gerar energia para fins pacíficos.

"Está claro que o Irã está sob uma significativa pressão econômica", disse Shapiro a líderes da comunidade judaica dos EUA. Segundo ele, as sanções ainda não "atingiram seu objetivo, que é parar o programa nuclear".

"É também verdade", prosseguiu ele, "que estamos coordenados com nossos parceiros israelenses ... para que outras opções, todas as demais opções, estejam sobre a mesa para alcançar esse objetivo". "O planejamento necessário foi feito para garantir que essas opções estejam realmente disponíveis a qualquer momento que for necessário."

Um processo de negociação entre o Irã e seis grandes potências mundiais está suspenso há mais de um ano. Sua retomada parece mais improvável depois do fracasso de uma missão da agência nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU) que esteve neste mês em Teerã solicitando acesso a instalações iranianas onde supostamente há testes de explosivos.

Shapiro disse que as constantes visitas de altos funcionários dos EUA a Israel e vice-versa permitem que ambos os governos mantenham sua coordenação sobre como lidar com o Irã.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, irá no começo de março a Washington, e a questão do Irã será o principal ponto da sua reunião com o presidente norte-americano, Barack Obama.

O governo Obama dá sinais de crescente preocupação com a possibilidade de Israel decidir atacar o Irã sem consultar previamente seus aliados, mas Shapiro afirmou que há uma coordenação estreita e produtiva entre os dois países.

"É o tipo de diálogo, eu lhes asseguro, que a gente gostaria que dois aliados diante de um desafio comum de segurança tivessem. É essa qualidade, esse detalhe ... e é exatamente o que deveria estar acontecendo. Vai continuar quando o primeiro-ministro Netanyahu visitar Washington."

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