EUA e Otan permanecerão na Líbia até Kadafi paralisar ataques

Americanos planejam aumentar ajuda financeira a rebeldes que lutam contra o regime do ditador

Assocaited Press

13 de maio de 2011 | 18h53

WASHINGTON - Os EUA e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) continuarão com a missão militar na Líbia até que o ditador Muamar Kadafi pare de atacar seu próprio povo, informou nesta sexta-feira, 13, a Casa Branca, enquanto funcionários do governo se encontravam com líderes da oposição líbia.

 

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As fontes afirmaram que as forças militares permanecerão agindo na Líbia, apesar de estar acabando o prazo de 60 dias que o presidente Barack Obama tem para mantê-los fora do país sem o aval do Congresso. Segundo elas, o governo trabalha para continuar com a incursão. O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, confirmou e afirmou que já há negociações com o Legislativo americano.

 

 

Obama se encontrou nesta sexta-feira, com o comandante-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, e ambos decidiram que a ação militar continuará até que os ataques de Kadafi contra o povo líbio acabem. Os EUA iniciaram liderando a intervenção autorizada pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), mas agora a Otan tomou a frente das operações.

 

Os EUA também planejam aumentar a ajuda aos rebeldes que tentam derrubar Kadafi - além dos US$ 25 milhões em equipamentos e alimentos e dos US$ 53 milhões em ajuda humanitária. Parte da ajuda pode ser de mais de US$ 30 bilhões, verba que seria dos bens do ditador congelados pelas autoridades americanas.

 

Líderes rebeldes foram recebidos na Casa Branca nesta sexta-feira justamente para pedir mais auxílio dos americanos. Eles dizem precisar de US$ 3 bilhões nos próximos meses para salários militares, alimentos, medicamentos e outros suprimentos. Eles também pedem armas. "Esse é um regime duro, mortal, que fez nosso movimento pacífico pegar em armas", disse Ali Tarhouni, do Conselho Nacional de Transição, o órgão de governo dos rebeldes.

 

Kadafi enfrenta há mais quase três meses uma guerra contra rebeldes que tentam acabar com seu regime, que já dura quase 42 anos. O coronel recusa-se a deixar o poder, mesmo com a forte pressão internacional para que encerre os ataques contra os opositores.

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