EUA e UE pressionam por diálogo indireto entre israelenses e palestinos

Enviado de Obama defende moderação; Ashton condena expansão de assentamentos

estadao.com.br

22 de março de 2010 | 11h12

Mitchell se reúne com o rei da Jordânia, Abdullah II. Foto: Nader Daoud/Reuters

AMÃ - O enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, George Mitchell, pediu nesta segunda-feira, 22, moderação a israelenses e palestinos. Em Bruxelas, a chefe de diplomacia da UE, Catherine Ashton, pediu que a pressão para o retorno ao diálogo continue.

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"Washington procura as condições para o início do diálogo", disse Mitchell. "Precisamos de um período de calma e tranquilidade para avançar nos esforços com os quais nos comprometemos".

Mitchell se reuniu em Amã, na Jordânia, com o chefe dos negociadores palestinos, Saeb Erekat, que se comprometeu a dar uma chance ao diálogo indireto com os israelenses, mediado pelos EUA.

A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Catherine Ashton, pediu hoje que se mantenha a pressão sobre israelenses e palestinos para que as negociações indiretas, mediadas pelos Estados Unidos, possam começar.

Ao chegar para uma reunião de ministros da UE, Ashton ressaltou a "enorme preocupação" gerada pelo anúncio israelense sobre a construção de um novo bairro judaico, com 1.600 casas, na parte árabe de Jerusalém.

Para ela, os assentamentos israelenses nos territórios palestinos "devem terminar e, o mais importante, as negociações devem começar".

Nas últimas semanas, a tensão na região cresceu após o anúncio de ampliação dos assentamentos em Jerusalém Oriental, além da restrição do acesso dos palestinos à Esplanada das Mesquitas, do lançamento de mísseis da Faixa de Gaza, com a subsequente resposta do Exército israelense.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, está nos EUA, onde discursa em uma entidade judaica. Amanhã ele deve se encontrar com o presidente Barack Obama.

Antes de viajar, Netanyahu disse neste domingo, 21, que informou a Washington por escrito a decisão de Israel de prosseguir com os assentamentos judeus em Jerusalém Oriental.

"Nossa política em Jerusalém é a mesma política seguida por todos os governos israelenses durante 42 anos e não mudou. No que diz respeito a nós, construir em Jerusalém é o mesmo que construir em Tel Aviv", disse Netanyahu.

Na semana passada, o Quarteto - grupo formado por EUA, UE, ONU e Rússia para as negociações de paz no Oriente Médio - condenou a colonização em Jerusalém Oriental e defendeu a criação de um Estado palestino até 2012.

Com informações da AP e da Reuters

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