EUA elogiam novas sanções da União Européia contra o Irã

Washington diz que restrições financeiras demonstram que comunidade 'é séria' na hora de aumentar a pressão

Efe,

23 de junho de 2008 | 21h11

O governo dos Estados Unidos afirmou nesta segunda-feira, 23, estar satisfeito com a decisão da União Européia (UE) de impor novas sanções ao Irã perante a recusa do país em colocar fim às atividades nucleares que promove. O porta-voz do Departamento de Estado americano, Tom Casey, disse em entrevista coletiva que as sanções demonstram que a comunidade internacional é "séria" na hora de aumentar a pressão contra o Irã se este país não renunciar ao enriquecimento de urânio. Veja também:União Européia aprova sanções financeiras contra o IrãSarkozy diz que França não abandonará Israel diante do Irã "Claro que gostaríamos de que o Irã escolhesse o outro caminho, suspendesse suas atividades para o enriquecimento (de urânio) e se sentasse à mesa de negociações", afirmou o porta-voz.  Diante da recusa da República Islâmica em aceitar os incentivos oferecidos pela comunidade internacional em troca da renúncia ao programa, os EUA esperam "ver um aumento da pressão diplomática e esta ação por parte da União Européia faz parte disso, e certamente damos as boas-vindas", acrescentou. A UE aprovou nesta segunda novas sanções contra entidades e pessoas iranianas, entre elas o Banco Melli, a principal entidade bancária do país, dentro do marco estabelecido pelas Nações Unidas para penalizar o Irã pelo programa nuclear iraniano. As sanções impedem que as entidades realizem atividades econômicas em território do bloco, com um congelamento dos bens que possam ter na UE, e proíbem que as pessoas afetadas possam entrar na União Européia. O Melli, que é o principal banco do Irã e que na UE tem escritórios em Londres, Paris e Frankfurt, é o único afetado, já que os demais punidos são organismos e instituições oficiais, como ministérios, mas não entidades bancárias. Esta é a terceira ocasião em que a UE toma uma decisão para sancionar o Irã pelo programa nuclear iraniano, depois das anunciadas em fevereiro e abril de 2007.

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