EUA enviarão caças a Israel 'para manter vantagem sobre Irã'

Governo israelense se prepara para um possível conflito com Teerã, acusado de desenvolver armas nucleares

Reuters,

25 de outubro de 2007 | 14h19

Os Estados Unidos apresentaram a Israel uma proposta de venda dos avançados caças F-35, como parte dos esforços dos dois aliados para manter a vantagem militar sobre o Irã, disse um jornal israelense na quinta-feira, 25. Israel está preparando seu arsenal para um possível confronto com o arquiinimigo Irã, acusado pelos EUA de desenvolver armas nucleares. O governo israelense, que supostamente tem o único arsenal nuclear do Oriente Médio, já sinalizou sua disposição de usar ataques preventivos para impedir Teerã de fabricar bombas atômicas.  Jerusalém acredita que o Irã possa começar a produzir tais armas em 2010, mas agências ocidentais de inteligência dizem que tal avanço levaria pelo menos sete anos a mais. O Irã nega a acusação, insistindo no caráter pacífico do seu programa atômico. Citando fontes não-identificadas de defesa, o Jerusalem Post afirmou que o Pentágono aceitou fornecer o F-35 Joint Strike Fighter (caça de ataque conjunto) a Israel em 2012, quando a Força Aérea dos EUA deve receber os primeiros desses jatos supersônicos e invisíveis a radares. Israel, que não está entre os oito sócios de Washington na produção do F-35, só deveria recebê-lo em 2014 ou 2015. A opção de compra chegou a ser suspensa pelo Pentágono em protesto contra exportações militares de Israel para a China. Segundo o Jerusalem Post, o ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, recebeu o aval norte-americano para a venda antecipada dos F-35 durante conversa na semana passada em Washington com o secretário da Defesa norte-americano, Robert Gates. "Este avião pode voar até o centro de Teerã sem que ninguém nem saiba, já que não pode ser detectado no radar", disse a fonte israelense de defesa ao jornal conservador. Barak também teria superado algumas objeções dos EUA à instalação de tecnologia própria israelense nos F-35, o que era um entrave importante à transação, segundo o Jerusalem Post. O Ministério da Defesa de Israel e a embaixada dos EUA em Tel Aviv não comentaram a notícia.

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