EUA estudam ampliar sanções econômicas contra o Irã

Senadores propõem lei que proíbe investimentos em companhias que têm negócios com petróleo e gás no país

Efe,

15 de julho de 2008 | 18h13

Um comitê do Senado dos Estados Unidos estuda ampliar as sanções econômicas ao Irã em um esforço para aumentar as pressões para que o país abandone seu programa nuclear e seu apoio a grupos islamitas no Oriente Médio. O presidente do Comitê de Bancos do Senado, o democrata Christopher Dodd, e o republicano Richard Shelby, anunciaram nesta terça-feira, 15, o acordo bipartidário ao qual tinham chegado para impulsionar uma lei que proíbe investimentos em companhias que têm negócios nos setores de petróleo e gás no Irã. Veja também:Ahmadinejad sugere diálogo com os EUA 'num futuro próximo' Se for aprovada, a lei também impedirá o envio de tecnologia "sensível" ao Irã. Em comunicado, Shelby disse que "é imprescindível que os Estados Unidos se guarneçam com qualquer possível medida para garantir que o Irã mude de comportamento." Os dois senadores, que proporão ao Comitê de Bancos a lei na próxima quinta-feira, qualificaram o Irã de uma "ameaça" para os interesses americanos. O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos impôs sanções econômicas a empresas iranianas de diferentes atividades em uma tentativa de obrigar Teerã a abandonar o programa nuclear do país. As sanções também se aplicam a companhias e agências federais envolvidas no desenvolvimento de mísseis com ogivas nucleares. Concretamente, as sanções do Tesouro supõem o congelamento de ativos que pessoas ou entidades designadas têm em firmas americanas, e proíbem qualquer transação financeira ou comercial entre cidadãos ou empresas dos EUA com esses indivíduos ou instituições. A lei de Dodd e Shelby ampliaria a definição de "recursos petrolíferos" para poder incluir os oleodutos e gasodutos, tanques de gás líquido, e produtos usados para construí-los ou mantê-los. A iniciativa estenderia ainda o círculo de pessoas cujos fundos e ativos podem ser congelados. Além disso, impediria governos locais e estaduais de fazer negócios com companhias que investem US$ 20 milhões ou mais no setor energético iraniano ou concedem US$ 20 milhões ou mais em créditos nesse segmento. O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, ignorou as sanções impostas pelos Estados Unidos, ao afirmar que "os americanos não podem causar dano" ao país.  Os recentes testes iranianos de mísseis de médio e longo alcance capazes de atingir vários alvos no Oriente Médio foram vistos como uma ameaça para os interesses americanos na região. No entanto, Washington considera que o Irã ainda não aperfeiçoou o enriquecimento de urânio, necessário para criar armas nucleares e ogivas nucleares para os mísseis. O governo dos Estados Unidos afirma que o Irã manipula tecnologia avançada para criar armas nucleares, algo que Teerã sempre negou, com o argumento de que suas atividades têm fins pacíficos.

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