EUA lamentam falta de assinatura de Israel na declaração final do TNP

Ausência compromete organização de futura cúpula do Oriente Médio, segundo fonte do governo

Reuters,

28 Maio 2010 | 17h34

WASHINGTON- Representantes do governo dos Estados Unidos afirmaram nesta sexta-feira, 28, que "lamentam profundamente" a ausência da assinatura de Israel na declaração final do Tratado de Não-proliferação ratificado por 189 países.

 

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A secretária adjunta de Estado americana, Ellen Tauscher, afirmou que Washington trabalharia com outros países do Oriente Médio para organizar uma conferência bem sucedida com o objetivo de criar uma zona livre de armas de destruição de massa na região.

 

Tauscher, no entanto, se queixou de que a capacidade dos Estados Unidos para planejar a cúpula foi seriamente prejudicada, porque o documento final ignora Israel na seção do Oriente Médio, fato do qual os Estados Unidos "se lamentam profundamente".

 

Israel tem sido objeto de pressões internacionais. O Estado judeu não nega nem confirma que tem armas nucleares, mas especialistas dizem que o pais mantém um arsenal atômico. Israelenses e iranianos se acusam mutuamente de serem "uma ameaça" à região.

 

O documento final de 28 páginas foi aprovado nesta quinta por todos os países signatários do TNP e estipula a convocação de uma conferência em 2012 que visa "o estabelecimento de uma Oriente Médio livre de armas nucleares e outros dispositivos de destruição em massa". Este ponto foi elaborado pelos países da Liga Árabe para que Israel seja pressionado a assinar o TNP.

 

Entre os pontos acordados está o comprometimento das cinco potências nucleares - EUA, China, Rússia, Reino Unido e França, todos os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU - a acelerar a redução de seus arsenais e tomar mais atitudes para diminuir a influência das armas atômicas. Os progressos deverão ser informados no ano de 2014.

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