EUA libertam iranianos detidos em Bagdá

Governo iraquiano intercede pela libertação de oito homens detidos por soldados dos EUA em hotel

Agências internacionais,

29 de agosto de 2007 | 06h35

Forças americanas libertaram nesta quarta-feira, 29, oito iranianos detidos em uma batida em um hotel na capital do Iraque, Bagdá, de acordo com autoridades iraquianas. Segundo a Embaixada iraniana no Iraque, eles foram entregues ao escritório primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki.  Veja também:EUA admitem que prisão de iranianos foi um erro Os homens foram presos durante a madrugada e levados do Sheraton Ishtar, um dos principais hotéis da cidade, algemados e ficaram com os olhos vendados. A embaixada do Irã na cidade informou que os detidos estavam ajudando a reconstruir instalações para a geração de eletricidade no Iraque.  O governo iraquiano ajudou a garantir a sua libertação na manhã desta quarta-feira, disse um porta-voz do premiê Nouri Maliki. O correspondente da BBC em Bagdá, Mike Wooldridge, disse que o governo iraniano insistiu que os homens são técnicos do Ministério de Eletricidade do Irã, e que estavam ajudando a reparar uma usina em Najaf.  Em nota, os militares dos EUA disseram que seus soldados abordaram quatro veículos e detiveram 15 pessoas, os iranianos e seus guarda-costas iraquianos,  na noite de terça-feira. O texto diz que foram apreendidos ainda um rifle AK-47 e duas pistolas pertencentes aos iraquianos. As prisões foram realizadas depois de um discurso do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, em que ele criticou o que chamou de interferência iraniana no Iraque. Bush disse que autorizou seus comandantes militares no Iraque a confrontar o que chamou de "atividades assassinas" no país.  As autoridades americanas acusam os iranianos de fornecer armas, dinheiro e treinamento militar para insurgentes xiitas no Iraque. "As ações do Irã ameaçam a segurança de nações em toda a parte. Nós vamos confrontar este perigo antes que seja tarde demais", disse o presidente americano. Bush acrescentou ainda que toda a região estará sob a sombra de um "holocausto nuclear" se o Irã desenvolver armas nucleares. As autoridades iranianas justificam que seu programa nuclear tem fins pacíficos.Anteriormente, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse que o poder americano no Iraque está em vias de ruir e isso levará a "um enorme vácuo" que o Irã está desejoso de preencher. Em janeiro, cinco iranianos, que os Estados Unidos dizem estarem ligados à Guarda Revolucionária do Irã e que estariam no Iraque para treinar militantes - foram capturados na cidade de Irbil, no norte do país. Eles ainda estão sob custódia ameri

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