EUA mantêm plano de reduzir tropas no Iraque

Chefe das Forças Armadas disse que em julho acontecerá uma pausa para avaliar a situação do país

Efe,

03 de abril de 2008 | 03h33

Os Estados Unidos manterão seu plano de retirar algumas tropas do Iraque até julho, apesar do aumento da violência em Bagdá e no sul do Iraque, disse nesta quarta-feira, 2, o almirante Mike Mullen, chefe do Estado-Maior conjunto das Forças Armadas dos EUA. Especial sobre a ocupação do Iraque No entanto, o militar indicou que após julho acontecerá uma pausa para avaliar a situação do país. "Neste momento, mantemos os planos para a retirada da quinta brigada para o final de julho, e depois acontecerá um período de consolidação e avaliação", disse Mullen no Pentágono. Atualmente, os Estados Unidos mantêm desdobradas no país árabe 158.000 tropas, incluindo 18 brigadas de combate. Durante grande parte do ano passado houve 20 brigadas. Vários militares de alta patente assinalaram que o número cairá a 140.000 soldados. Mullen não esclareceu quanto tempo durará o período de avaliação, mas assinalou que ele será ditado pelas condições de segurança no Iraque. O militar também assinalou que são avaliados atualmente os resultados de uma operação de segurança em Basra, na qual forças lideradas por iraquianos combateram grupos xiitas nas últimas semanas. A importância de Basra na avaliação geral das autoridades militares americanas ficou em evidência com o fato de o general David Petraeus, comandante dos EUA no Iraque, permanecer mais tempo em Washington para estudar a situação da nova onda de violência no país. "A última semana foi particularmente violenta. É este tipo de violência e falta de segurança que, sem dúvida, influirá na avaliação do que temos de fazer depois", indicou Mullen.

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