EUA manterão prazo para retirar tropas seja qual for a situação no Iraque

Plano para iniciar retirada de militares é 31 de agosto, segundo anunciado por Barack Obama

estadão.com.br

28 de abril de 2010 | 11h14

WASHINGTON - Os EUA planejam manter o cronograma de retirada de suas tropas no Iraque, sejam quais forem as circunstâncias que o país do Oriente Médio se encontrar no momento em que as tropas serão enviadas de volta para o território americano, disse Ben Rhodes, vice-conselheiro nacional de segurança do presidente Barack Obama ao jornal New York Times.

 

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"Não vemos indicações de que os planos necessitem de reajustes. Antecipamos um período antes estendido para a formação de um novo governo e as recentes missões lideradas por tropas iraquianas que resultaram na morte de líderes da Al-Qaeda mostraram a crescente capacidade dos militares de fornecer segurança ao país, o que é fundamental para encerrar nossa missão de combate no fim de agosto", disse Rhodes ao jornal americano.

 

O vice-conselheiro ainda afirma que, apesar de Obama não ter reservado muito espaço em sua agenda para reuniões sobre o Iraque, o presidente está a par do andamento da missão no país. Segundo Rhodes, o vice-presidente Joe Biden é o responsável pela política no Iraque, participa de encontros e informa Obama sobre as decisões. "É algo sobre o qual ele está obviamente bem informado", disse Rhodes.

 

O prazo estabelecido por Obama para iniciar a retirada das tropas no Iraque é 31 de agosto. Após essa data, os EUA manterão cerca de 35 mil a 40 mil soldados no país, que serão enviados de volta gradativamente. A retirada de tropas foi estabelecida como uma das prioridades do governo Obama para a política internacional dos EUA.

 

A resistência em revisar o prazo da retirada das tropas, porém, causa preocupação em ex-funcionários de segurança dos EUA, incluindo em alguns que participaram da formulação do plano original. Inicialmente, era prevista uma eleição em dezembro e a formação de um novo governo em no máximo 60 dias depois, mas o pleito só ocorreu em março e permanece um impasse sobre a nova liderança do país.

 

Ryan Crocker, ex-embaixador dos EUA no Iraque, adverte que o prazo de retirada deve ser reconsiderado. "Estou um pouco inquieto com isso. As eleições foram depois do esperado e houve resultados bastante próximos entre os blocos de (Nouri) al-Maliki e (Iyad) Allawi, o que sugere que haverá um longo processo de negociação. Pode ser que não tenhamos um novo governo nem até 31 de agosto. Gostaria que as autoridades revissem o plano", disse.

 

O general Ray Odierno, responsável pelas operações no Iraque, seu comandante, o general David Petraeus, e o embaixador Christopher Hill disseram recentemente que estão todos satisfeitos com os planos atuais. "Estou muito confortável com o prazo e a menos que algo desastroso e extraordinário ocorra, teremos cerca de 50 mil soldados no dia 1º e setembro", disse Odierno ao canal Fox News.

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