EUA matam terrorista da Al-Qaeda que liderou ataque a templo

Enquanto isso, 13 civis morrem durante bombardeios na manhã deste domingo, no sudeste de Bagdá

Associated Press,

05 de agosto de 2007 | 21h21

O Exército dos EUA matou o líder da Al-Qaeda no Iraque responsável pelo ataque a bomba que destruiu o domo dourado de um famoso santuário xiita no ano passado. A destruição desencadeou um ciclo de sangrenta violência sectária. Haitham Sabah Shaker Mohammed al-Badri, emir da província Salahuddin, foi morto numa operação ao Leste de Samarra na quinta-feira, disseram os militares norte-americanos neste domingo, 5. Ele também foi responsável pelo bombardeio de 13 de junho passado que destruiu os dois minaretes da mesquita de Askariya, acrescentaram.  Askariya é um dos mais sagrados templos xiitas, localizado em Samarra, 95 km ao Norte de Bagdá. O primeiro ataque que destruiu o domo dourado provocou uma série de represálias - de assassinatos de sunitas por esquadrões da morte xiitas a bombardeios sunitas contra xiitas. Pelo menos 34 mil civis morreram no último ano de violência, informou a Organização das Nações Unidas (ONU). Apesar da segurança reforçada no local depois do ataque de fevereiro de 2006, supostos militantes da Al-Qaeda conseguiram se infiltrar no complexo e destruíram seus dois minaretes em junho.  O porta-voz do Exército dos EUA Mark Fox disse que al-Badri estava entre os rebeldes avistados pela aviação dos EUA que estariam se colocando em "posições táticas de combate". Aparentemente, estavam preparando uma emboscada, disse o porta-voz na pesadamente vigiada Zona Verde. "O corpo de Al-Badri foi identificado positivamente por associados próximos e membros da família", disse Fox.  Outros 80 supostos rebeldes foram detidos em operações dos EUA e do Iraque na área de Samarra na semana passada, informou comunicado norte-americano. Mais de mil soldados e policiais iraquianos tomaram parte da gigantesca operação. Quatro soldados dos EUA foram mortos em ataques separados em e perto de Bagdá. Pelo menos 3.668 militares dos EUA morreram desde o início da guerra do Iraque em março de 2003, estima a Associated Press.  Enquanto isso, 13 pessoas morreram e 14 ficaram feridas em bombardeios na manhã deste domingo no sudeste de Bagdá. Pelo menos três morteiros atingiram a área de Mashtal, de predomínio xiita. Policiais e testemunhas disseram que dois morteiros caíram perto de um posto de gasolina onde as pessoas faziam fila para comprar combustível no início da semana de trabalho. Muitas das vítimas foram queimadas pelo combustível em chamas.  Também neste domingo, seis homens armados foram mortos e dez outros detidos durante choques com soldados iraquianos em Mossul, 360 km ao Nordeste de Bagdá, disse o Exército iraquiano.

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