EUA não prometerão defender Iraque em acordo, diz secretário

Os Estados Unidos não vão secomprometer em defender o Iraque num futuro acordo sobre asrelações bilaterais, disse na quarta-feira o secretárionorte-americano de Defesa, Robert Gates. Washington e Bagdá decidiram iniciar formalmente adiscussão desse tratado a fim de concluí-lo até o final dejulho. "O acordo de status das forças que está sendo discutido nãovai conter um compromisso para defender o Iraque, assim comonenhum acordo-marco estratégico vai", disse Gates a umacomissão do Senado dos EUA. O acordo vai estabelecer regras e proteções jurídicas paraas forças dos EUA no Iraque. O tamanho do contingente em longoprazo também será discutido, segundo o general Douglas Lute,assessor-adjunto de Segurança Nacional da Casa Branca. Gates também disse ao Senado que o governo Bush vaicompartilhar informações com os parlamentares conforme o acordocom o Iraque for negociado. Não se comprometeu, entretanto, asubmeter o tratado à aprovação do Senado, dominado pelaoposição. "Minha opinião é de que deveria haver uma grande dose deabertura e transparência para o Congresso conforme negociamoseste acordo do status das forças, para que vocês possam sesatisfazer de que esse tipo de compromisso não está sendo feitoe que não há surpresas nisso", afirmou. A bancada democrata teme que o governo Bush use o acordopara garantir uma presença militar norte-americana de longoprazo no Iraque, o que afetaria o próximo presidente, a sereleito em novembro. Na quarta-feira, alguns democratas argumentaram quequalquer acordo que inclua uma promessa de defender o Iraqueexigiria aprovação do Senado. O senador democrata Edward Kennedy disse a Gates que oCongresso deveria ter a oportunidade de aprovar o acordo porqueas tropas dos EUA e a segurança do país estarão em jogo. Passados quase cinco anos da invasão que derrubou o regimede Saddam Hussein, os EUA têm cerca de 158 mil soldados noIraque. Até meados de julho, o contingente deve ser reduzidopara cerca de 130 mil. (Por Kristin Roberts)

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