EUA não veem indícios de uso de arma química na Síria, diz fonte

Está cada vez mais evidente que não houve uso de armas químicas nesta semana na Síria, disse uma autoridade norte-americana na quinta-feira, apesar de um alerta de que essa conclusão ainda não é definitiva.

Reuters

21 de março de 2013 | 20h58

"Nossa crescente sensação é de que armas químicas não foram usadas", disse a fonte, pedindo anonimato e ressalvando que ainda podem surgir informações que contradigam essa análise.

O governo e os rebeldes sírios se acusaram mutuamente de usar armas químicas em um bombardeio que matou 26 pessoas na terça-feira perto de Aleppo.

Uma fonte europeia de segurança disse que, se tivesse realmente ocorrido o uso de armas químicas ou de outras armas de destruição em massa, o número de mortos teria sido muito superior a 26.

Após o ataque de terça-feira, alguns feridos contaram a um fotógrafo da Reuters que sentiram um forte cheiro de cloro, e que muitas vítimas haviam caído mortas depois da explosão.

Na quarta-feira, durante visita a Israel, o presidente dos EUA, Barack Obama, disse que o governo de Bashar al Assad seria responsabilizado pelo eventual uso de armas químicas contra sua população.

Na quinta-feira, uma fonte de inteligência dos EUA disse que "a comunidade de inteligência não fez uma avaliação sobre se armas químicas foram ou não usadas".

(Reportagem de Tabassum Zakaria e Phil Stewart)

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