EUA pedem que Irã pare de 'intimidar' e deixe inspetores da AIEA trabalharem

Teerã proibiu entrada de inspetores da agência atômica da ONU no país

Efe,

21 de junho de 2010 | 18h22

WASHINGTON- O governo dos Estados Unidos pediu nesta segunda-feira, 21, ao Irã que deixe sua política de "intimidação" e permita que os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) trabalhem livremente, ou a comunidade internacional não acreditará que seu programa nuclear tem fins pacíficos.

 

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"É preocupante que o Irá tenha dado este passo que é sintomático de sua prática de intimidação aos inspetores adotada há tempos", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado, Philip Crowley.

 

O Irã proibiu a entrada dos inspetores da agência atômica da ONU no país, aos quais acusou de oferecerem "informações incorretas sobre as atividades nucleares do Irã". A AIEA rechaçou as acusações do Irã e disse que confia no profissionalismo de seus especialistas.

 

O porta-voz americano enfatizou que "os inspetores da OEA devem ser livras para informar o que veem durante o exercício de suas funções e considerou que "a redução da cooperação com a AIEA só aprofundará a preocupação do mundo a respeito de seu programa nuclear.

 

Crowley recordou que "as obrigações do Irã são claras" com a adoção da Resolução 1929, que sublinha a exigência de que o Irã deve cooperar plenamente com a AIEA. Os EUA, segundo o porta-voz, se "centrarão em nossa estratégia de aplicação e cumprimento das sanções enquanto deixam claro que a opção diplomática continua a disposição do Irã".

 

Em seu último informe técnico, datado de 31 de maio, o órgão atômico da ONU assegura que Teerã acelerou suas atividades nucleares e não descarta que o programa atômico da República Islâmica tenha dimensões militares.

 

Teerã nega essas acusações e garante que seu programa nuclear tem somente objetivos civis, com OA geração de energia elétrica e a luta contra o câncer.

 

O Conselho de Segurança da ONU adotou há duas semanas uma quarta rodada de sanções contra o Irã devido a negativa do país de suspender os aspectos mais delicados de seu programa nuclear.

 

Como reação às novas penalidades, o governo iraniano anunciou uma redução da cooperação com a AIEA.

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